Explorada por Flávio, inflação dos alimentos foi munição de Lula contra Bolsonaro em 2022

Ler Resumo
Temas explorados por Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, para tentar desgastar o governo Lula, como mostra reportagem de VEJA que chega neste fim de semana às bancas e plataformas digitais, a inflação dos alimentos e a carestia também já foram utilizadas pelo petista. Aconteceu há quatro anos, durante a pré-campanha de 2022, quando Lula derrotou o então presidente Jair Bolsonaro.
Em abril de 2022, quando ainda era pré-candidato e figurava como principal adversário de Bolsonaro, Lula participou de um encontro com a militância feminina do PT em São Paulo. No evento, o petista foi recebido por duas mulheres empurrando carrinhos de supermercado. Um deles estava repleto de produtos. “No seu governo era assim”, afirmou uma das militantes. O outro estava vazio. “Aqui só tem farinha, pão e uma caixa de leite. Antes, a gente ia feliz ao supermercado. Hoje é uma tristeza sem fim”, reclamou a mulher.
Lula aproveitou a ocasião para explorar o tema da carestia e responsabilizar o governo Bolsonaro pelo aumento do preço dos alimentos. “O que a gente está passando hoje não é porque o Brasil é pobre. É porque não existe vergonha na cara de quem está governando esse país, que não tem preocupação com o povo pobre. Uma cesta básica dessas é uma vergonha”, disparou o então candidato do PT.
O petista explorou o tema se valendo dos mesmos argumentos e métodos usados hoje por seu adversário. Há poucos dias, Flávio Bolsonaro publicou dois vídeos nas redes sociais nos quais aborda a questão sobre a carestia. Em um deles, o pré-candidato do PL aparece em um supermercado fazendo compras. Depois de colocar alguns produtos no carrinho e de fazer comparações sobre o preço deles durante o governo do Bolsonaro, o parlamentar reclama no final do valor da conta.
Na outra gravação, Flávio fez o mesmo, só que num açougue, onde aparece comprando ingredientes para um churrasco. Segundo o senador, com 100 reais foi possível comprar apenas um pedaço de coxão mole, um pacote de farofa e uma bandeja de pão de alho. A picanha que Lula costumava dizer que o brasileiro voltaria a comer, afirmou Flávio, foi esquecida no balcão porque, de acordo com o candidato, estava cara demais.
A oposição utiliza a picanha como símbolo do fracasso econômico do governo petista.
Veja



