Elo de Milton Leite com empresas de ônibus é mais antigo do que diz ex-vereador

A relação do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) de proximidade com as empresas de ônibus remonta, ao menos, ao começo dos anos 2000.
Preso nesta sexta-feira (18) em uma operação que investiga se estas empresas são administradas por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), Leite afirmou que a sua relação com o setor surgiu a pedido do ex-prefeito Bruno Covas, morto em maio de 2021.
Vereador desde 1997, Milton é autor de algumas emendas de interesse das cooperativas de ônibus já em 2001, em projeto de lei da então prefeita Marta Suplicy (PT) para organizar o setor.
Na ocasião, Milton apresentou emenda para remunerar as cooperativas em 50% no mínimo do valor da tarifa. Também propôs que, no caso de falecimento ou incapacidade do cooperado, a prestação dos serviços seria feita pelos sucessores legais. Ambas foram vetadas.
Segundo investigação da Polícia Civil, Leite seria “dono de fato” da Transwolff, uma empresa de ônibus que teve seu começo como cooperativa e é acusada, hoje, de lavar dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Leite nega. “Nego veementemente, não conheço ninguém do PCC nessa vida. A minha relação com o setor [de transportes] foi institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas. Não há nenhuma hipótese de eu ser dono [da Transwolff]”, disse ele, na quinta.
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Folha de São Paulo



