Política

Em meio a polêmica, Lula levanta imagem de Nossa Senhora de Nazaré no Pará

Belém (PA) e Brasília — Em meio à polêmica sobre a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ergueu a imagem da padroeira do Pará, Nossa Senhora de Nazaré, em comício em Belém. Ele recebeu a santa das mãos do ex-governador paraense, Helder Barbalho (MDB), agora candidato ao Senado.

Em outro momento, Lula declarou que, enquanto ele estiver à frente da Presidência da República, “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida”.

As falas se deram em meio à polêmica envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e  um suposto “fim” do título da santa como padroeira do Brasil. Flávio negou que exista qualquer ideia nesse sentido e que se trata de “fake news”.

O petista disse ainda que a “única igreja mentirosa” é a Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão, que entrou no centro de investigações da Polícia Federal (PF) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) devido a ligações financeiras com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

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do Metrópoles

“Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões, inclusive as religiões de matriz africana. É preciso. Ninguém é dono da verdade. A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro”, afirmou Lula.

A declaração foi dada durante ato de campanha em Belém (PA). A apenas seis dias do 1º turno, este é o primeiro ato de campanha de Lula na região Norte.

O evento foi realizado ao lado da governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), que disputa a reeleição, e os candidatos ao Senado Helder Barbalho (MDB), Chicão (União Brasil) e Celso Sabino (PDT). A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, também participou.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, foi Lula quem decidiu que seu ex-ministro do Turismo, Celso Sabino, subiria ao palco do ato.

Inicialmente, Sabino acompanharia o evento fora do palanque principal por não integrar a chapa apoiada pelo PT no Pará.

Segundo aliados do ex-ministro, porém, ao saber que Sabino não estaria no palco, Lula requisitou que ele fosse incluído entre os participantes, mesmo sem fazer parte da composição oficial da chapa petista no estado. O candidato ao Senado chegou a discursar no comício.

Acordo

Durante discurso no comício, Lula cobrou para que haja um acordo entre o PT e o MDB sobre as vagas ao Senado. Neste ano, a Casa Alta vai renovar 54 das 81 cadeiras, o equivalente a dois terços de sua composição.

O titular do Planalto afirmou que os presidentes do PT e do MDB devem conversar ainda nesta semana para avaliar quais dos três candidatos ao Senado tem mais chances na disputa.

Lula disse que “não dá para brincar” com a disputa e citou o Rio Grande do Norte, onde uma divisão entre aliados ajudou, segundo ele, na eleição do senador Rogério Marinho (PL). O presidente defendeu uma definição para evitar que o cenário se repita no Pará e explicou que o objetivo é impedir a eleição de outro senador bolsonarista.

“A gente não pode eleger no estado do Pará um bolsonarista para ser senador. Porque se um cara for pra lá, vai pra lá para infernizar a minha vida, pra não deixar a gente governador. Eu quero acabar com o orçamento secreto. Eu quero fazer reforma política. Eu quero fazer reforma do Poder Judiciário. E eu preciso de gente altamente comprometida com o nosso time”, declarou o chefe do Executivo federal.


Metrópoles

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