Endividamento das famílias chega a 81,6%, o maior da série histórica

O percentual de endividamento das famílias chegou a 81,6% em maio deste ano, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira (10/6). O número representa o maior índice da série histórica.
Em comparação com maio de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,4 pontos percentuais — era de 78,2% há um ano. Em relação a abril deste ano, houve crescimento de 0,7 ponto percentual — era de 80,9%.
O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
O endividamento recorde das famílias está acompanhado de aumento na inadimplência. O índice aumentou e atingiu 29,9% dos entrevistados. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%). Em abril, o indicador marcava 29,7%.
Embora tenha sido registrado aumento no endividamento e na inadimplência de abril para maio, houve estabilidade no percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso: 12,3%.
A pesquisa mostra que quase todas as faixas de renda tiveram aumento no endividamento. Só a parcela com rendimento de cinco a dez salários mínimos teve retração no indicador.
Endividamento por faixa de renda:
- até 3 salários mínimos: 84,6% (+1 ponto percentual);
- 3 a 5 salários mínimos: 83,1% (+ 0,3 ponto percentual);
- 5 a 10 salários mínimos: 79,6% (- 0,5 ponto percentual);
- renda maior do que 10 salários mínimos: 71,4% (+0,6 ponto percentual).
Desenrola
O mês de referência da pesquisa é o mesmo em que foi iniciado o programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0. A iniciativa visa a reduzir o endividamento recorde da população e foi lançada no dia 4 de maio deste ano.
A modalidade “Famílias” do Programa Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0, já atendeu a mais de 1,4 milhão de pessoas e renegociou R$ 20 bilhões em dívidas. Os dados do balanço parcial foram apresentados pela ministra da Casa Civil, Mirian Belchior, na última quarta-feira (3/6). Os dados foram contabilizados até o último dia 24.
O Desenrola 2.0 foi lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 4 de maio, e visa a reduzir o endividamento e a inadimplência da população. A duração será de 90 dias.
Metrópoles



