Erro ‘custou três posições’ a Vitor Chaves no Olympia 2025; Entenda

No Olympia, o campeonato mais importante do fisiculturismo mundial, qualquer erro pode custar diversas posições a cada um dos competidores. Um exemplo disso é Vitor Chaves, que foi de sétimo para décimo colocado do torneio entre as edições de 2024 e 2025.
“Eu cometi um erro e esse erro me custou três posições com relação à edição passada”, conta o fisiculturista da categoria Men’s Physique em entrevista à coluna. Ainda de acordo com o atleta pernambucano, seu corpo perdeu glicogênio muscular –que mantém os músculos com o aspecto sólido– entre as prévias e as finais do Olympia 2025.
“Nesse meio tempo, eu não comi carboidratos e, consequentemente, não repus glicogênio no meu músculo. Isso fez com que, nas finais, eu ficasse com o aspecto de murcho. Eu perdi muito o ‘pump’ [termo usado para se referir ao processo que faz os músculos se encherem de sangue após seu recrutamento] desde as prévias, e isso me custou colocações”, explica.
Chaves alega que ele e seu preparador, Ariel Cutz, se basearam na estratégia utilizada em outro torneio: “O Olympia é um campeonato muito grande –no ano passado, havia 72 atletas na minha categoria. Na ocasião, nós optamos pela mesma estratégia que tínhamos usado no Pittsburgh Pro daquela temporada. O problema é que essa competição é muito mais rápida”.
Ou seja, o maior tempo entre as prévias e as finais deu tempo para que seus músculos perdessem o glicogênio obtido pelo “carb-up” (nome do momento em que os fisiculturistas ingerem grandes quantidades de carboidratos antes de subirem ao palco), o que não ocorreu no torneio ocorrido em Pitsburgo, na Pensilvânia.
“Foi um erro primário, nós não imaginávamos que o meu corpo não conseguiria segurar aquele tônus muscular entre uma etapa e outra”, lembra o atleta. “A gente para, analisa, coloca a cabeça no lugar e procura fazer melhor. Eu não repito o mesmo erro”, completa.
Chaves também diz que observar o efeito de cada estratégia em seu organismo faz parte do esporte: “Eu sempre estou estudando o que fiz na última preparação e como cada estratégia funcionou no meu corpo”.
Por fim, ele garante que, na edição deste ano do Olympia, esse tipo de erro não acontecerá: “Me aguardem (…) Vou apresentar melhoras”.
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Esporte / Folha de São Paulo



