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Flávio Bolsonaro faz promessa sobre Jair Bolsonaro caso seja eleito presidente

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende receber a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso vença o segundo turno das eleições de 2026. A declaração foi feita durante uma carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Em discurso realizado sobre um trio elétrico, o senador descreveu como imagina sua eventual cerimônia de posse, incluindo uma oração e a participação de Jair Bolsonaro na entrega da faixa presidencial.

“Vocês verão, no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração e entregando o Brasil nas mãos de Deus, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidência em mim”, disse Flávio Bolsonaro, em cima de um trio elétrico durante uma carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio

A declaração ocorre em meio à disputa presidencial com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A participação de Jair Bolsonaro na cerimônia, entretanto, dependeria de sua situação judicial e das condições legais aplicáveis.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF

Em 2025, Jair Bolsonaro recebeu uma condenação de 27 anos e três meses de prisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento relacionado à trama golpista.

Em setembro, a defesa do ex-presidente apresentou um pedido de revisão criminal, buscando reexaminar a condenação.

Segundo as informações sobre o andamento do caso, havia expectativa de que o ministro Kassio Nunes Marques analisasse o processo após o segundo turno das eleições.

Antes de uma decisão, também estava prevista a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os novos argumentos apresentados pela defesa no fim de setembro.

Flávio Bolsonaro defende redução da maioridade penal para 16 anos

Além de comentar a eventual posse, Flávio Bolsonaro apresentou propostas para a segurança pública durante o evento em São Gonçalo.

O candidato afirmou que pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e estabelecer punições mais severas para crimes como o roubo de celulares.

“Menor de idade que comete crime de gente grande vai pagar como gente grande. Ladrão de celular vai ficar 8 anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia”, disse o candidato do PL à presidência.

A redução da maioridade penal exigiria mudanças na legislação constitucional brasileira, não podendo ser implementada apenas por decisão do presidente.

Flávio Bolsonaro critica Lula durante carreata no Rio de Janeiro

O senador também aproveitou o discurso para atacar politicamente Lula, seu adversário na disputa pelo Palácio do Planalto.

Flávio atribuiu ao governo petista problemas relacionados à segurança pública, ao endividamento da população, à carga tributária e à situação das empresas brasileiras.

“É o fim da era Lula, essa era que só deixa recordes negativas, é recorde de mulheres assassinadas, é recorde de brasileiro endividado, é recorde de imposto, é recorde de empresas fechadas, é recorde de industrias quebras”, afirmou.

As declarações fazem parte do discurso eleitoral do candidato. Os indicadores mencionados por Flávio não foram acompanhados de dados ou períodos de comparação no material apresentado.

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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