Política

Flávio Dino autoriza Polícia Federal a acessar investigações sobre Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira, 24, a Polícia Federal a acessar documentos da investigação que a Polícia Civil de São Paulo fez sobre o recebimento de verbas que financiaram o filme Dark Horse. O longa conta a história de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve seu registro como obra estrangeira aprovado pela Ancine, a agência reguladora do audiovisual brasileiro.

A investigação da Polícia paulista apura contratos feitos entre a produtora de Dark Horse, a Go Up Enterteinment, e a prefeitura de São Paulo. O Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora, é suspeito de ter recebido emendas parlamentares que financiaram o filme, vindas do gabinete de deputados bolsonaristas — dentre eles, Mário Frias (PL-SP), que integrou o governo Bolsonaro.

Esse mesmo instituto, que é uma ONG, fez um contrato de 128 milhões de reais com a prefeitura da capital paulista para instalar 5.000 pontos de wi-fi livre em zonas mais vulneráveis da cidade. Tanto a Go UP Enterteinment quanto o Instituto Conhecer Brasil têm na sua chefia a advogada Karina Ferreira Gama. Na época em que as suspeitas vieram à tona, ela disse ser vítima de “extorsão e fraude processual”.

A possibilidade do recebimento de emendas parlamentares de forma irregular não é a única frente de investigação sobre o Dark Horse. Áudios revelados pela imprensa mostraram que o senador e candidato a presidente Flávio Dino pediu a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, 134 milhões de reais para custear a produção do longa. Dentro desse valor, 61 milhões de reais teriam sido efetivamente pagos — montante que supera outras produções famosas do cinema global.

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O deferimento do registro do filme pela Ancine permite que o Dark Horse seja exibido nas telas dos cinemas. Aliados do presidente Lula apelaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que isso não acontecesse pelo menos durante o período eleitoral, mas não tiveram êxito.

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