Política

Garotinho desmente rumores de que abandonou eleição no Rio

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) desmentiu na tarde desta sexta-feira, 25, rumores de que teria desistido da sua candidatura. Ele teve o registro para disputar o governo do estado indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e aguarda o julgamento de dois embargos de declaração na Corte para recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sua situação jurídica pode determinar o rumo da eleição no Rio de Janeiro. O TRE pautou o caso para a próxima terça-feira, dia 29. Em terceira pessoa, ele falou em uma live nesta sexta: “Garotinho é candidato e nunca pensou em desistir, nunca”, declarou, dizendo que há “coisa grande” por trás do boato. “Por que eles têm tanto medo do Garotinho?”, acrescentou, sem citar nomes.

Nas últimas pesquisas sobre a disputa ao governo do Rio, o político do Republicanos aparece em terceiro lugar, atrás de Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL). Uma anulação da sua votação no dia 4 de outubro poderia contribuir para uma vitória de Paes em primeiro turno em cima dos votos válidos. Há uma expectativa da defesa do ex-governador de que o TSE julgue o recurso já na semana que vem, considerando o trâmite rápido no tribunal da situação de José Roberto Arruda (PSD). O político do Distrito Federal desistiu de concorrer após o TSE barrar ontem, quinta, seu registro de candidatura a governador.

Garotinho disse hoje que “vai vencer no TSE”. Ontem, ele fez ontem acusações contra o TRE do Rio de querer prejudicá-lo e agir de forma parcial, favorecendo seus adversários. Em nota, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) repudiou as declarações do candidato. “A Amaerj reafirma que a Justiça Eleitoral exerce suas atribuições com independência, imparcialidade e observância ao devido processo legal, garantindo a lisura das eleições. O processo referente ao registro de candidatura do candidato Anthony Garotinho segue o trâmite normal”, afirma o a resposta. “É natural que existam discordâncias em relação às decisões judiciais. No entanto, críticas devem ser feitas com responsabilidade e respeito institucional”.

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