Tecnologia

Google contesta regras da UE para buscas e Android – 29/09/2026 – IA


Bruxelas (Bélgica)

|AFP
O Google informou nesta terça-feira (29) que recorreu de uma decisão da UE (União Europeia) que exige que a empresa compartilhe dados com outros mecanismos de busca e abra seu sistema Android para serviços de IA (inteligência artificial) concorrentes, alegando preocupações com a privacidade.

Bruxelas havia emitido a ordem em julho, com base na principal legislação da União Europeia para regular as grandes empresas de tecnologia, a DMA (Lei de Mercados Digitais), que obriga as maiores companhias de tecnologia do mundo a abrir espaço para a concorrência, em uma tentativa de ampliar as opções dos usuários.

Letreiro com as letras da palavra 'Google' em cores azul, vermelho, amarelo e verde, instalado em base de concreto em área externa com árvores e bicicletas ao fundo.

Google afirma que compartilhamento de buscas sem proteção pode causar danos à privacidade

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Adek Berry/AFP

“Estamos recorrendo de decisões que nos obrigariam a compartilhar o histórico privado de buscas das pessoas sem anonimização suficiente e enfraqueceriam proteções de segurança importantes do Android”, disse Oliver Bethell, diretor sênior de concorrência do Google.

Em julho, a Comissão Europeia afirmou que o Google deveria começar a compartilhar dados de buscas a partir de janeiro de 2027, com o objetivo de “reequilibrar as condições de concorrência”.

As mudanças no Android devem entrar em vigor em julho do próximo ano, e Bruxelas afirmou esperar que elas levem ao surgimento de alternativas aos serviços de IA do Google, como o Gemini.

O Google, porém, contestou a decisão e afirmou que o Android já é aberto e interoperável. Segundo a empresa, a determinação da UE a obrigaria a entregar dados privados de buscas a outras companhias sem anonimização adequada, conhecimento dos usuários ou consentimento.

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“As pessoas usam a busca para fazer suas perguntas mais pessoais —desde preocupações médicas até relacionamentos próximos— e exigir que compartilhemos essas consultas pessoais sem proteções adequadas causaria danos irreversíveis à privacidade dos usuários”, disse Bethell.

O recurso foi apresentado à Corte de Justiça da União Europeia, com sede em Luxemburgo.

Folha de São Paulo

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