Indústria de aves e suínos fecha US$ 452 milhões em negócios no Sial Paris

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A indústria de aves e suínos do Brasil fechou US$ 452 milhões em negócios durante o Salão Internacional da Alimentação (Sial Paris), semana passada, na capital francesa. E encerrou a participação no evento com projeção de US$ 1 bilhão em exportações para os próximos 12 meses.
As informações são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa o setor. A entidade avalia que as empresas conseguiram reafirmar o papel da indústria brasileira como importante fornecedor global de aves, suínos e ovos.
Os negócios fechados durante a feira superaram em 256,7% os do evento de 2024, edição anterior do Sial Paris. E os negócios projetados em função dos contatos no evento têm um valor potencial 15,6% maior na mesma comparação.
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O estande da ABPA, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), reuniu 25 empresas. O investimento no espaço foi de cerca de R$ 6 milhões. Outras associadas à entidade estiverem na feira de Paris com espaços próprios.
As companhias do setor marcaram presença mesmo sem poder vender para a União Europeia desde 3 de setembro. A ABPA informa, em nota, que as empresas negociaram com cerca de 40 mercados, entre países da África, Ásia, América Latina e de outras regiões da Europa.
O presidente da Associação, Ricardo Santin, avalia que o desempenho mostra demanda firme por carnes e outros produtos de aves e suínos. E a procura pelo Brasil sinaliza que o mercado internacional vê no país um fornecedor confiável.
“Mesmo diante de um ambiente global desafiador, compradores de diferentes regiões continuam buscando fornecedores confiáveis, capazes de oferecer qualidade, escala e regularidade”, diz ele.
Durante o Sial Paris, a indústria de aves e suínos recebeu a confirmação de um caso de doença de Newcastle em uma granja integrada de perus em Santa Catarina. Em entrevista, Santin descartou risco de desabastecimento do produto no mercado, especialmente para as festas de fim de ano, quando a demanda aumenta.
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