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Inmet prevê risco de tempestades no Norte, Nordeste e Sul do Brasil



A segunda-feira (8/6) pode ter a ocorrência de tempestades em áreas do Sul, Norte e Nordeste do Brasil. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que lançou “alerta amarelo”, de perigo potencial, para essas regiões.
Na região Sul, o alerta se estende por quase todo o território do Rio Grande do Sul (com exceção da área mais a nordeste), além do Oeste de Santa Catarina.
No Nordeste, o Inmet alerta para a ocorrência de tempestades na área litorânea que vai do Rio Grande do Norte até parte de Alagoas. Além de toda a área mais ao norte do Estado do Maranhão.
Na região Norte, o alerta abrange toda a área dos estados de Roraima e Amapá, além de grande parte do Amazonas e do Pará.
Em todas essas localidades, a previsão é de chuva de até 50 milímetros em 24 horas, com a possibilidade de ocorrência de granizo, além de rajadas de vento que podem variar de 40 a 60 quilômetros por hora.
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O Instituto pontua, no entanto, que é baixo o risco de alagamentos, cortes de energia elétrica e estragos em áreas de produção agrícola.
Mapa mostra os locais do Brasil sob alerta amarelo do Inmet para esta segunda-feira
Inmet
Os meteorologistas seguem monitorando a temperatura do Oceano Pacífico e a confirmação do fenômeno climático El Niño, prevista para este mês. A MetSul avalia que a condições atuais já caracterizam a ocorrência, embora ainda não haja uma oficialização pela Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês).
“Tal anúncio por parte da agência de clima norte-americana deverá vir nos próximos dias, tal a velocidade com que o Pacífico aquece e a intensidade do aquecimento, assim como pelas mudanças que já são observadas na atmosfera”, diz, em boletim, o meteorologista Luiz Nachtigall.
Ele acrescenta que as águas do Pacífico Equatorial já vêm apresentando um comportamento típico El Niño há várias semanas. E que, nos últimos dias, essas anomalias – as variações de temperatura em relação às médias climatológicas – aumentaram de forma significativa.
“Se no critério oceânico, os critérios para a declaração de um El Niño já estão preenchidos, o mesmo ocorre com a atmosfera, onde já se observa um evidente acoplamento com as condições oceânica”, diz o meteorologista.
A MetSul destaca, em seu boletim, que este El Niçno deve ser um dos mais intensos da história. Existe uma elevada probabilidade de ser classificado como forte ou até mesmo como muito forte no decorrer do segundo semestre de 2026.
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No Brasil, lembra Nachtigall, o fenômeno costuma provocar diminuição de chuvas no norte e leste da Amazônia. No Nordeste, a redução de chuvas e o tempo seco tendem a ser mais acentuados, trazendo riscos para o abastecimento de água e para a produção agropecuária.
No Centro-oeste, o comportamento típico em períodos de El Niño é de chuvas levemente acima das médias, com temperaturas também mais elevadas. Durante o inverno e a primavera, podem ocorrer episódios de calor intenso.
“Já no Sudeste, o principal sinal do fenômeno é o aumento das temperaturas médias, com períodos mais quentes que o normal e extremos de calor, sem um padrão claro e consistente de mudanças no regime de chuvas”, explica o meteorologista.
Os efeitos mais marcantes do El Niño, no entanto, devem ocorrer no Sul do Brasil, explica Nachtigall. A chuva aumenta de forma significativa e há maior frequência de eventos extremos, elevando os riscos de cheias e enchentes.
“Temporais se tornam mais frequentes, assim como a ocorrência de ciclones, alguns deles intensos, enquanto as temperaturas tendem a ficar acima da média, apesar de eventuais incursões de frio no Sul do Brasil”, afirma o meteorologista da MetSul.
Mapa mostra os efeitos típicos do El Niño para cada região do país
MetSul


Globo Rural

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