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Restrições da União Europeia exigem “reflexão profunda”, avalia entidade



As restrições da União Europeia aos produtos de origem animal do Brasil exigem “reflexão profunda”. A avaliação é da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que divulgou uma nota dizendo que “acompanha com preocupação” os desdobramentos da exclusão do Brasil da lista de exportadores para o bloco.
“Não se trata de buscar culpados, mas de compreender o que ocorreu, identificar eventuais falhas e aprender com o episódio, de forma a evitar situações semelhantes no futuro”, avalia a direção da entidade, no comunicado.
Na sexta-feira (5/6), a União Europeia atualizou seu regulamento sobre o uso de antimicrobianos na produção animal e manteve o Brasil de fora da lista de países exportadores. O bloco considerou que o país não prestou os esclarecimentos necessários sobre como regulamenta o uso desse tipo de medicamento nos planteis de criação comercial.
A SRB destaca que o regulamento da União Europeia sobre a adoção de antimicrobianos na produção animal é de 2019, com um complemento em 2023. Desde então, as normas já estabeleciam que os países exportadores precisariam comprovar a equivalência regulatória.
“O prazo de implementação foi sempre setembro de 2026, o que torna necessário esclarecer por que as etapas requeridas não foram concluídas em tempo hábil. A produção animal brasileira reúne amplos segmentos altamente tecnificados e plenamente capazes de atender a esse tipo de exigência”, diz.
A Sociedade Rural Brasileira argumenta que o Sisbov – Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos – é uma ferramenta de rastreabilidade consolidada. E que eventuais ajustes para atender às demandas da União Europeia seria uma etapa adicional e tecnicamente factível.
“Justamente por isso, torna-se ainda mais importante compreender as razões que levaram à atual situação, para que o país esteja melhor preparado para desafios futuros”, diz.


Globo Rural

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