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Invasão de chuteiras rosas na Copa do Mundo foi ‘coincidência’ e ninguém gostou, diz Adidas

A Adidas definiu nesta quinta-feira (30) como simples “coincidência” a grande quantidade de chuteiras rosas usadas por diversos jogadores durante a última Copa do Mundo, na qual quase todas as marcas optaram pela cor.

Durante décadas, o preto reinou nos campos de futebol, antes do surgimento das chuteiras brancas e da explosão de cores impulsionada pela moda e pelas estratégias de marketing das diferentes marcas.

Mas, desde a época em que predominava o preto, nunca uma cor de chuteira pareceu tão dominante quanto o rosa durante a Copa do Mundo da América do Norte.

Questionado pela AFP sobre essa uniformidade cromática incomum durante uma entrevista coletiva na qual a Adidas apresentou seus resultados trimestrais, o presidente-executivo da empresa alemã, Bjørn Gulden, afirmou que não se tratava de uma estratégia combinada nem de uma tendência imposta de forma deliberada pelas grandes marcas do setor.

Não foi a cor em si, mas a falta de diferenciação entre as marcas que surpreendeu o executivo da empresa conhecida pelas três listras.

“O rosa é uma cor bonita, sem dúvida. Mas o fato de todos termos aparecido com a mesma cor foi estranho”, reconheceu.

“Acho que foi um acidente. E, honestamente, não acho que alguém tenha gostado”, acrescentou, chegando a pedir “desculpas” em nome da Adidas.

Segundo Odinga Nimako, responsável pelos produtos de futebol da Nike, citado pelo veículo esportivo especializado The Athletic, usar chuteiras de um rosa intenso é visto por muitos jogadores como um sinal de autoconfiança.

“Quando você usa uma cor tão visível e chamativa como o rosa, precisa ser realmente muito bom para bancá-la”, afirmou.

Gulden disse ainda que os fabricantes normalmente desconhecem as decisões exatas dos concorrentes antes do lançamento das coleções.

“Não sabemos o que Nike, Puma ou New Balance estão preparando”, afirmou o presidente-executivo da Adidas, que apontou diretamente para os distribuidores, os únicos com uma visão geral das futuras coleções das diferentes marcas.

“Normalmente, eles deveriam ter nos dito: ‘Esperem um pouco, vocês estão todos fazendo a mesma cor’. Mas ninguém nos disse nada.”

O grupo promete um retorno rápido a uma variedade maior de opções. “Mudamos as cores a cada trimestre. Quando a temporada voltar, vocês verão muitas chuteiras que não serão rosas”, afirmou Gulden.


Esporte / Folha de São Paulo

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