Jogador de Copa do Mundo saiu de comunidade e usou primeiro salário para fazer compras para a mãe

Antes de se tornar nome importante do futebol brasileiro, Luiz Henrique viveu uma rotina simples no Vale do Carangola, região humilde de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Foi ali que o atacante deu os primeiros chutes, em campos de bairro, antes de chamar atenção no Fluminense e mudar a vida da própria família.
A trajetória do jogador tem detalhes que ajudam a explicar o impacto de sua ascensão. Segundo o ge, Luiz Henrique usou o primeiro salário para fazer compras de supermercado para a mãe e, quando virou profissional, realizou outro sonho: tirou os pais da comunidade onde viviam e os levou para uma região mais central de Petrópolis.
Origem humilde em Petrópolis
Luiz Henrique cresceu no Vale do Carangola, em uma área marcada por ruas estreitas, subidas e descidas. De acordo com o ge, quando criança, ele precisava enfrentar um trajeto de cerca de 12 km para treinar no centro de Petrópolis, em uma rotina dificultada pela pouca oferta de transporte público.
Nos momentos livres, o atacante descia a ladeira de terra batida perto de casa para jogar futebol com os amigos. A lembrança da infância simples e dos tempos difíceis emocionou o jogador em sua apresentação ao Botafogo, quando ele relembrou a distância entre o menino do Vale do Carangola e o atleta valorizado no mercado.
Primeiro salário teve destino especial
Um dos gestos mais marcantes de Luiz Henrique veio logo no começo da carreira. O ge contou que, ao receber o primeiro salário, o jogador fez questão de usar o dinheiro para ajudar em casa, fazendo compras de supermercado para a mãe.
O atacante também realizou um desejo antigo ao tirar os pais da antiga residência. Filho de Luiz Carlos, que era chefe de cozinha, e de Luciele, que acompanhava o filho em jogos e treinos, Luiz Henrique viu no futebol uma forma de dar mais conforto à família.
Virada no futebol brasileiro
A mudança de vida ganhou um novo capítulo em 2024, quando Luiz Henrique voltou ao Brasil para defender o Botafogo. Na época, a contratação foi tratada como a mais cara da história do clube: com bônus e metas, a negociação com o Betis chegou a 20 milhões de euros, cerca de R$ 106,6 milhões.
Na chegada ao Rio, o jogador se emocionou ao falar da própria trajetória. “Um moleque que saiu do nada”, disse ele, ao comentar o orgulho de voltar ao país com outro status na carreira.
Da comunidade ao mercado internacional
Depois de se destacar no Botafogo, Luiz Henrique voltou a movimentar o mercado. Em 2025, o Zenit, da Rússia, ofereceu 35 milhões de euros, cerca de R$ 218,4 milhões na cotação citada pelo ge, para contratar o atacante.
A negociação confirmou a valorização de um jogador que saiu de uma comunidade em Petrópolis, passou pela base do Fluminense, viveu a experiência no futebol espanhol e se tornou peça importante em transações milionárias envolvendo clubes de diferentes países.
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