Política

Carioca, Tarcísio critica Marina e Tebet por se candidatarem em SP sem serem paulistas

Apesar de também não ser paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) por se candidatarem ao Senado por São Paulo sem serem do estado.

Em evento do Republicanos realizado em São Paulo na noite de terça (7), Tarcísio afirmou que Marina, do Acre, e Tebet, do Mato Grosso do Sul, levaram “cartão vermelho” de seus estados. “Se fossem concorrer por lá, não seriam eleitas”, disse ele. “E, pode ter certeza, não serão aqui também. Porque a gente não vai deixar, a gente vai trabalhar para ter a melhor representação.”

A fala foi divulgada pelo deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite, nas redes sociais.

A carreira política delas não começou em São Paulo, criticou o governador, que também não atuava no estado até ser eleito para o cargo. “Com todo respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse estado para servir.”

O fato de Tarcísio ser carioca foi explorado pela esquerda em 2022, quando ele era candidato ao governo paulista. Durante a campanha, o agora governador não soube responder em qual colégio ele votava. Na ocasião, seu domicílio eleitoral era em São José dos Campos, no interior. A oposição o chamava de “forasteiro”.

Além de Tarcísio, outros bolsonaristas começaram a criticar Tebet e Marina na pré-campanha. Durante o lançamento da pré-candidatura de André do Prado (PL) ao Senado, as ex-ministras foram citadas indiretamente. “Nossos candidatos têm serviço prestado por São Paulo e têm ligação com o estado”, disse o mestre de cerimônias. “De um lado, a gente tem duas mulheres, duas pessoas que vivem no Maranhão, no Acre, não conhecem nada de São Paulo”, afirmou o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL), se equivocando em relação à origem de Tebet.

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) também já criticou a pré-candidatura de Tebet pelo estado. “Ela tem toda a vida feita no Mato Grosso do Sul. Foi prefeita lá, senadora, assim como o pai [Ramez Tebet]. Já Tarcísio não tinha raízes políticas em nenhum local. Trabalhou em todo o Brasil e serviu até no Haiti. É outra conjuntura”, disse ele, em março.

No final de junho, Marina rebateu as críticas, dizendo que homens de outros estados são “acolhidos com tapete vermelho”. “Essa é a visão misógina [ser chamada de forasteira]. Quando são os homens que vêm pra cá para disputar, eles são acolhidos com o tapete vermelho. Quando é uma mulher, é chamada de forasteira.”

Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo