Política

Justiça mantém prisões de Márcio Canella e Marcus Amim após audiência de custódia

A Justiça Federal manteve, nesta sexta-feira, 16, as prisões preventivas do deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e do delegado e ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim. As audiências de custódia ocorreram no Rio de Janeiro.  Também foram mantidas as prisões de outros quatro investigados pela Polícia Federal que, na quinta-feira, 15, deflagrou a oitava fase da Operação Unha e Carne.

Os mandados de prisão preventiva contra Canella e Amim foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Durante as diligências, a PF apreendeu 20 veículos, 14 celulares, 49 joias e relógios de luxo, 33 armas, munições, eletrônicos, documentos e cerca de R$ 90.000. Esse material será periciado.

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Como o caso tramita no STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá oferecer denúncia contra os investigados. Caberá ao Supremo decidir sobre o recebimento da acusação e a manutenção, ou não, do julgamento na instância máxima do Judiciário.

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Operação Unha e Carne

A 8ª fase da Operação Unha e Carne cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Além de Canella e Amim, a Polícia Federal prendeu Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil; os irmãos Giovanni e Christiano Gaspar Fernandes, ambos inspetores da corporação; e José Carlos Alves de Souza Júnior, também inspetor.

Segundo a PF, a operação tinha o objetivo de desarticular uma organização criminosa que usaria postos de combustível como plataforma para lavagem de dinheiro. Além dos mandados, Moraes ordenou o sequestro de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, das quais mais de 85% são postos de gasolina.

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Um Relatório de Inteligência Financeira, produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviado à PF, atribui ao esquema a movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

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Segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida da responsabilidade de cada um, por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

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