Política

Lula foi omisso e Mendonça não teve alternativa, diz Moro sobre troca na PF

O senador e candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro, disse nesta terça-feira (8/9) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “omisso” e que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), “não teve alternativa” na decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

“Lula permaneceu omisso. Lula tem feito discursos, falado em platitudes, mas não tem tomado providências em relação ao que acontece na sua própria administração. Então, vejo que o ministro André Mendonça não teve alternativa, senão determinar esse afastamento cautelar”, declarou em entrevista ao Metrópoles.

Moro disse que desde semana passada defendia a demissão de Andrei da PF por causa dos relatórios apócrifos, sem autoria conhecida, que detalhavam ações do ministro André Mendonça, e que foram usados por Moraes para acusar o colega de Corte.

O candidato ao governo paranaense citou que o país atravessa uma eleição geral, mas declarou que as “instituições precisam ser preservadas” e que Mendonça tomou uma decisão “acertada e corajosa”.

“Nós temos uma eleição em andamento, isso é verdade, mas precisamos preservar nossas instituições republicanas. Então ele fez acertado e tomou uma decisão muito corajosa. Tem todo o meu apoio”, argumentou o senador.

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Moro foi um dos signatários do pedido de impeachment contra Moraes no Senado, depois de novas conversas dele com o banqueiro Daniel Vorcaro ser assinado. Ao falar sobre o assunto, o senador destacou que uma abertura do processo daria espaço para o ministro se explicar.

“Assinei o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre na semana passada. Claro que numa normalidade ninguém deseja impeachment ou gerar essa turbulência institucional, mas os fatos precisam ser apurados até para o ministro ter o seu direito de defesa”, argumentou.

Diretor da PF afastado

Nesta terça-feira (8/9), Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.

No documento, o ministro afirmou que a medida busca preservar as garantias funcionais da magistratura, especialmente as condições para que ministros do Supremo, advogado-geral da União e servidores da própria Polícia Federal exerçam suas atribuições sem o que classificou como “constrangimentos ilegais”.

Mendonça também mencionou a necessidade de preservar a segurança e a integridade pessoal dos envolvidos e garantir condições para a apuração da produção do material.

Além disso, o magistrado ordenou que a corregedoria da corporação instaure procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar as circunstâncias envolvendo a produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.


Metrópoles

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