Política

Lula x Flávio: nova pesquisa Quaest mede a eleição presidencial

A nova pesquisa nacional da Quaest para as eleições de 2026 irá medir a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. O questionário também investiga a repercussão dos desdobramentos mais recentes do caso Banco Master, incluindo a crise envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça, mede o interesse dos eleitores pela eleição e testa a exposição à propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

O que a pesquisa mede sobre a corrida presidencial?

O levantamento começa pela intenção de voto espontânea, perguntando ao eleitor se já escolheu seu candidato e, em caso positivo, em quem pretende votar. Em seguida, apresenta uma lista de nomes para medir conhecimento, potencial de voto e rejeição.

No primeiro turno, a Quaest testa um cenário com 13 candidatos: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo).

O questionário também apresenta um segundo cenário de primeiro turno, com apenas 12 candidatos, sem Pablo Marçal. Depois de indicar sua preferência, o eleitor é questionado sobre a firmeza da escolha e se poderia mudar de voto até a eleição.

A pesquisa apresenta cinco cenários possíveis de segundo turno, sempre com Lula (PT) de um lado e um adversário diferente do outro. Nos cenários, o presidente enfrenta Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema.

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Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

O caso Master influencia a percepção política?

O levantamento dedica um bloco específico às investigações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Primeiro, pergunta se o eleitor já conhecia o escândalo e qual é seu nível de informação sobre o assunto.

Depois, investiga quem, na avaliação do entrevistado, teve a imagem mais afetada negativamente pelo caso: Congresso Nacional, STF, governo Lula e PT, Banco Central, governo anterior e família Bolsonaro ou todos esses grupos.

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A pesquisa também aborda os acontecimentos mais recentes envolvendo Vorcaro e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O eleitor é questionado se já havia ouvido falar do episódio e quem considera estar agindo corretamente no caso. Em seguida, a Quaest pergunta se a crise no STF influencia o voto para presidente, podendo reforçar a escolha atual, levar o eleitor a considerar uma mudança ou não ter influência.

O que os eleitores pensam sobre mudanças no STF?

O questionário apresenta ainda uma série de propostas para alterar o funcionamento do Supremo. Entre elas estão a criação de mandato com prazo fixo para ministros, a possibilidade de Congresso e Judiciário também indicarem integrantes da Corte, a proibição de decisões monocráticas e a criação de um novo código de ética e conduta.

Também são testadas propostas como o aumento das exigências para chegar ao STF e a criação de uma quarentena para impedir que pessoas que ocupem cargos políticos sejam indicadas imediatamente para a Corte.

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Como a pesquisa mede a polarização política?

Outro bloco procura identificar como os entrevistados se posicionam politicamente, classificando-se como lulistas, mais próximos da esquerda, independentes, mais próximos da direita ou bolsonaristas.

A pesquisa também compara o ambiente político de 2026 com o de 2022. Os entrevistados avaliam se os desentendimentos entre amigos e familiares por motivos políticos estão mais ou menos frequentes e se as pessoas se sentem mais ou menos à vontade para falar sobre seu voto para presidente.

Há ainda perguntas sobre a percepção de honestidade de seis candidatos presidenciais — Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Escritor Augusto Cury (Avante) — e sobre o grau de confiança no STF, na Presidência da República e no Congresso Nacional.

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O eleitor já está acompanhando o horário eleitoral?

A pesquisa também mede a exposição à campanha. Os entrevistados são perguntados sobre a principal fonte pela qual se informam sobre política, incluindo televisão, jornais, rádio, sites e portais, redes sociais, aplicativos de mensagens, pessoas próximas e ferramentas de inteligência artificial.

Em outro ponto, o questionário pergunta diretamente se o eleitor já assistiu a algum programa eleitoral no rádio ou na televisão nas últimas semanas, depois do início da propaganda eleitoral.

Quando a pesquisa será divulgada?

A pesquisa será realizada com 2.004 entrevistas entre 10 e 13 de setembro de 2026. A divulgação está prevista para 14 de setembro.

O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de cerca de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Globo. O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03607/2026.

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