Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, nega que país tenha ajudado Flávio Bolsonaro a fugir

O secretário de Estado Marco Rubio afirmou, na tarde deste sábado (31) que os Estados Unidos não facilitaram a fuga do senador Flávio Bolsonaro, que desembarcou em Miami na quarta-feira.
“Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele”, disse Rubio durante coletiva de imprensa de reuniões pré-G20 que acontecem em Atlanta.
“Porém, não estamos envolvidos em nenhum dos arranjos que ele fez em termos de sair do país. Ao menos, o governo dos Estados Unidos não está envolvido diretamente em nenhum dos movimentos que ele fez”, disse.
Rubio relatou, no entanto, que Trump deixou claro que se Flávio entrasse no país, ele teria sua entrada autorizada. “Foi o que aconteceu”, disse o secretário.
Segundo os jornais americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o estrategista político americano Jason Miller, assessor de comunicação de Trump, ajudou a organizar o avião particular que levou Flávio aos EUA após sua derrota na eleição presidencial.
Miller faz parte do círculo de confiança de Trump, participou de suas campanhas presidenciais e mantém uma relação antiga com os Bolsonaros.
Ele retornou para a Casa Branca em agosto para assessorar a campanha dos republicanos para as eleições legislativas e ocupa atualmente uma função chamada “special government employee”, categoria de funcionário federal geralmente vinculada a serviços temporários ou limitados.
Segundo o Wall Street Journal, o assessor integrou um pequeno grupo que, em contato com Eduardo Bolsonaro, providenciou um jato particular para transportar Flávio da Argentina até a Flórida. A operação começou a ser organizada na segunda-feira (26), após a determinação judicial para que o senador entregasse seus passaportes.
O New York Times também atribuiu a Miller a organização da aeronave, citando uma pessoa familiarizada com a logística da viagem. Procurado pelo jornal, o americano se recusou a comentar.
Folha de São Paulo



