PF e PGR recebem pedido para investigar boicote a comerciantes petistas

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Cinco deputados do PT, entre eles o líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), acionaram a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação das campanhas de boicote a comerciantes que declararam voto em Lula nas eleições.
Os parlamentares também pediram que sejam apurados os casos de empresários que estejam ameaçando demitir funcionários motivados por divergências políticas.
No documento de 22 páginas encaminhado para as duas instituições, os petistas citam que, após o segundo turno das eleições, listas nominais de estabelecimentos comerciais, empresas, profissionais liberais e trabalhadores identificados como eleitores de Lula passaram a circular nas redes sociais — algumas acompanhadas de mensagens com conteúdo violento.
Os parlamentares identificaram esse fenômeno em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. Ainda no texto, ressaltam que o fato de grande parte dessas listas ter surgido ao mesmo tempo nas redes sociais com formatos e linguagem semelhantes justificaria a necessidade dessa investigação.
“Somente em 26 de outubro o órgão recebeu 140 denúncias, o maior número já registrado em um único dia, e o seu coordenador nacional de promoção da igualdade de oportunidades e eliminação da discriminação no trabalho declarou que a instituição acompanha ‘com muita preocupação o crescimento das denúncias após as eleições’”, escreveram os petistas.
Os aliados de Lula no Congresso reforçam que esses casos podem configurar crimes de perseguição, ameaça, incitação, atentado contra a liberdade de trabalho, discriminação por procedência, associação criminosa e coação eleitoral.
Os deputados do PT sugerem que as listas de boicote estariam sendo estimuladas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Por isso, os petistas pedem ainda que a PF e a PGR apurem o papel do parlamentar bolsonarista na difusão dessa campanha. O texto também é assinado por Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP).
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