Meta lança primeiro modelo de IA para imagens após reformulações de Zuckerberg

A Meta lançou seu primeiro modelo de geração de imagens desde a reformulação drástica dos esforços de IA implementada pelo CEO Mark Zuckerberg. A empresa tem investido bilhões para alcançar rivais como OpenAI e Google na corrida da inteligência artificial.
A big tech revelou nesta terça-feira (7) o Muse Spark Image, que, segundo a empresa, usa “raciocínio avançado para compreender comandos complexos” e será integrado ao seu próprio chatbot Meta AI.
O modelo será usado para alimentar novos recursos de edição no Instagram e integrado ao conjunto de ferramentas usadas por profissionais de marketing para gerar publicidade para a plataforma, disse a empresa.
O lançamento ocorre três meses após a Meta lançar seu primeiro modelo multimodal Muse Spark. O modelo era capaz de processar vários tipos de dados, mas produzia apenas saídas de texto.
A Meta também disse nesta terça que tem um novo modelo de vídeo em desenvolvimento chamado Muse Video.
No último ano, Zuckerberg investiu bilhões de dólares no desenvolvimento de infraestrutura de IA e na contratação de talentos de ponta em IA, em uma corrida para alcançar as rivais Google, OpenAI e Anthropic.
Ele encarregou uma nova equipe de pesquisadores de IA em um laboratório secreto chamado “TBD” —To Be Determined (a ser determinado)— de liderar o desenvolvimento de modelos de última geração. A equipe é liderada por Alexandr Wang, fundador da Scale AI.
A mudança de estratégia ocorreu após o modelo de linguagem de grande porte Llama 4, lançado em abril de 2025, ficar atrás dos rivais. A Meta também teve dificuldades para desenvolver modelos de imagem e vídeo de ponta. Em vez disso, optou no ano passado por fechar um acordo multibilionário de vários anos, pagando à startup de IA Midjourney para usar sua tecnologia de geração de imagens.
A Meta agora vai encerrar gradualmente o uso do Midjourney para certas capacidades de geração de imagens, substituindo-o pelo Muse Spark Image, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto. O Midjourney continuará alimentando alguns dos recursos de geração de vídeo da Meta, mas isso também será substituído pelo Muse Video ao longo do tempo, disse a pessoa.
Zuckerberg tem enfrentado pressão para justificar os gastos crescentes da empresa com IA, que também levaram recentemente a um corte de 10% de sua força de trabalho, afetando o moral dos funcionários.
O Muse Spark original é amplamente visto como uma melhoria em relação ao Llama 4, mas Zuckerberg e Wang reconheceram que o modelo continua atrás em capacidades de codificação e agentes que permitem que bots de IA operem de forma independente.
Enquanto os modelos Llama anteriores da Meta eram “abertos” —ou seja, disponíveis gratuitamente para desenvolvedores modificarem—, o Muse Spark é um modelo menor e fechado, tornando-o mais difícil de avaliar. A Meta prometeu que algumas empresas e desenvolvedores teriam acesso ao modelo por meio de uma interface de programação de aplicativos privada, mas isso foi repetidamente adiado.
O Muse Spark Image superou modelos líderes do Google e da SpaceXAI de Elon Musk em benchmarks de texto para imagem e edição, de acordo com rankings do Arena, que compila classificações a partir de votos de testadores que têm acesso antecipado na plataforma independente. A plataforma colocou o Muse Spark Image abaixo do modelo GPT Image 2 da OpenAI, lançado em abril.
Colaborou Cristina Criddle de San Francisco
Folha de São Paulo>



