Ministério da Saúde envia alertas sobre vacinação contra o sarampo para moradores de SP

Moradores de São Paulo e Guarulhos receberam em seus celulares alertas do Ministério da Saúde para se vacinarem contra o sarampo. As 2,9 milhões de mensagens foram enviadas aos aparelhos nesta quinta-feira (2), por meio do WhatsApp.
As notificações foram motivadas pelo aumento da incidência da doença nas Américas —os países-sede da Copa do Mundo 2026, Estados Unidos, México e Canadá, vivem surtos da doença— e pela confirmação de novos casos na zona norte da capital paulista, perto de Guarulhos (Grande São Paulo).
A mensagem diz que a vacinação reduz o risco de transmissão do sarampo e ressalta que o imunizante é gratuito e está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para toda as pessoas que tenham entre 6 meses e 59 anos de idade.
À reportagem o Ministério da Saúde afirmou que tem ampliado o uso de tecnologias digitais para fortalecer a comunicação do SUS com a população e facilitar o acesso às políticas públicas.
O serviço de mensagens já havia sido utilizado em ações sobre a retirada gratuita de absorventes e medicamentos pelo programa Farmácia Popular, a atualização da caderneta de vacinação e o envio de lembretes sobre campanhas de imunização.
O estado de São Paulo registra sete casos de sarampo em 2026, todos na capital paulista. Cinco desses pacientes não possuem histórico de vacinação contra a doença.
Os primeiro registro do ano, em março, foi de um bebê de 6 meses, não vacinado, que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro. Em abril foi notificado o caso de um morador da Guatemala, de 42 anos, imunizado.
Outros três casos, notificados em junho, foram registrados na Vila Medeiros, na zona norte. Um menino de 1 ano e um mês, não vacinado; um bebê de 7 meses, também não vacinado; e uma menina de 1 ano e um mês, vacinada. Todos já estão curados.
Os dois últimos casos referem-se a uma mulher de 20 anos (mãe de um dos bebês com sarampo) e a uma criança de 6 meses, ambas não vacinadas, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
O Ministério da Saúde recomendou a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em São Paulo e Guarulhos para bebês que tenham entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, grupo mais vulnerável às complicações da doença. A estratégia não substitui o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação.
Se o vírus do sarampo voltar a circular no Brasil, o país corre o risco de perder a recertificação de zona livre da doença, conquistada em 2024. O primeiro certificado de eliminação do sarampo, concedido em 2016, foi perdido em 2018 após a reintrodução do vírus e a ocorrência de novos surtos.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.
Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus.
A notificação de casos de sarampo é compulsória. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para a adoção rápida das medidas de bloqueio e prevenção.
Quem deve se vacinar
Dose zero
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos.
Rotina
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses, independentemente da idade.
Para quem é elegível para receber a vacina e não se lembra se a tomou, a orientação é procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima e se vacinar.
Informação
Folha de São Paulo



