Ministério Público bate o martelo sobre acusação dos filhos de Erasmo Carlos contra a viúva

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) rejeitou a acusação apresentada por Leonardo Esteves e Gil Esteves, filhos do cantor e compositor Erasmo Carlos, contra a viúva do artista, Fernanda Passos, conforme informações da coluna Veja Gente. Procurada pela revista Quem para esclarecer os motivos da decisão, a assessoria de comunicação do órgão informou que a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro conduz o procedimento sob sigilo.
De acordo com a publicação, a decisão do MPRJ apontou que a iniciativa dos herdeiros carecia de elementos suficientes para justificar uma investigação criminal, além de argumentar que o caso estaria marcado por uma abordagem “misógina” contra Fernanda. Procurada pela reportagem, a defesa de Leonardo e Gil informou que eles não têm declarações a fazer, enquanto a defesa da viúva não retornou o contato até o momento, mantendo o espaço aberto.
Em meio à repercussão do caso, Fernanda compartilhou uma sequência de fotos sem legenda no Instagram na última quinta-feira (27), surgindo nas imagens com flores na boca. Nos comentários, a viúva recebeu uma onda de apoio de seus seguidores:
“Você é linda e teve um homem que te amou e ama muito.”
“Força e coragem. Estamos do seu lado.”
“Você já é uma vencedora! Passando por um luto e enfrentando adversidades com garra e coragem!”
O centro da disputa judicial e os valores questionados
A polêmica teve início quando Leonardo e Gil Esteves apresentaram uma notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro, solicitando a investigação de transferências bancárias efetuadas a partir da conta do pai. O músico faleceu aos 81 anos em 22 de novembro de 2022, após sofrer de paniculite (inflamação na camada de gordura subcutânea) agravada por sepse de origem cutânea.
Conforme o documento obtido pela Veja Gente, os filhos apontaram que a quantia de R$ 300 mil teria sido transferida para uma conta associada a Fernanda Passos exatamente no dia do falecimento de Erasmo, quando o cantor ainda estava hospitalizado. Uma imagem de extrato bancário foi anexada para ilustrar a transação. Como a conta pertencia exclusivamente ao artista, a legislação determina que movimentações financeiras de falecidos exijam prévio alvará judicial.
Além disso, os herdeiros relataram uma segunda movimentação no valor de R$ 45 mil, ocorrida semanas depois para quitar serviços jurídicos contratados por Fernanda, totalizando R$ 345 mil contestados na ação. A solicitação inicial pedia a instauração de inquérito e o depoimento da viúva para averiguar se os valores retornariam ao espólio, sendo enquadrados pelos advogados dos filhos, em tese, como apropriação indébita e furto qualificado por abuso de confiança.
O atrito entre Fernanda e os filhos de Erasmo Carlos vai além do episódio financeiro, englobando litígios prolongados sobre a partilha de bens, a administração do espólio e a gestão dos direitos autorais e de imagem do renomado cantor.
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