Na reta final, Aécio quer o segundo voto de eleitores de direita e de esquerda

A uma semana do fim da campanha e ainda longe de ocupar as primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto, o deputado Aécio Neves (PSDB) mudou o foco da busca por eleitores para tentar avançar na disputa pelo Senado em Minas Gerais. Em reunião com a coordenação de sua campanha nesta segunda-feira, 28, o ex-governador mineiro decidiu pedir o chamado segundo voto aos eleitores que já escolheram seu primeiro candidato, independentemente de estarem à esquerda ou à direita do espectro político.
“Eu vou pedir o voto daqueles que já escolheram a sua primeira opção, seja esquerda, seja direita”, afirmou Aécio a VEJA. A justificativa apresentada pelo candidato é a de que Minas precisa ter, no Senado, um nome capaz de dialogar com qualquer presidente que seja eleito em outubro.
O movimento ocorre em um momento delicado para a campanha. Na pesquisa Real Time Big Data mais recente, Aécio aparece em quarto lugar, com 12% das intenções de voto. Marília Campos (PT) lidera, com 19%, enquanto Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD) aparecem empatados em segundo, com 16%. Marcelo Aro (PP) registra 11%.
Como os mineiros escolherão dois senadores, a estratégia de Aécio mira justamente eleitores que já definiram uma das escolhas, mas ainda não necessariamente a segunda. O tucano tenta, assim, ampliar seu eleitorado para além das preferências políticas de seu próprio campo.
A tentativa de buscar votos em diferentes lados do espectro ganha contornos particulares diante da trajetória política de Aécio. Em 2014, ele disputou a Presidência pelo PSDB contra Dilma Rousseff (PT), em uma eleição marcada pela polarização entre tucanos e petistas. Agora, na reta final da corrida pelo Senado, o ex-governador pede que eleitores que já tenham escolhido um nome — inclusive de esquerda — considerem seu nome como segunda opção.
“Independentemente de quem seja o próximo presidente da República, Minas tem um senador com força e em condições de dialogar com ele em favor dos interesses de Minas Gerais”, afirmou.
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