Política

Nikolas diz que só não vai concorrer a presidente se cair ‘bomba’ no Brasil

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), expoente da direita e candidato à reeleição no pleito de 2026, afirmou que só não vai disputar a Presidência no futuro se cair “uma bomba” no Brasil. A declaração foi dada em entrevista ao programa Política em Minutos, da LeoDias TV, que vai ao ar nesta sexta-feira (21) às 17h45 no YouTube.

O mineiro é apontado como possível nome do campo político para tentar o posto quando atingir a idade mínima para concorrer, de 35 anos. Atualmente o congressista tem 30 anos e poderia tentar o cargo a partir das eleições de 2034.

Perguntado sobre “qual catástrofe” o impediria de seguir o caminho rumo à Presidência, Nikolas afirmou que “só se caísse uma bomba no Brasil”. “Caso o contrário, eu estou à disposição completamente. E vou ser sincero, meu pai me ensinou o seguinte: é melhor você estar pronto e não ter oportunidade do que você ter oportunidade e não estar pronto.”

Ele disse “estar aprendendo” e “pegando a manha” sobre questões na política. “Sei quem é vagabundo e sei quem não é”, afirmou.

A fala se dá um dia depois de o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), apoiado por Nikolas, indicar o deputado como possível continuidade da direita, caso o filho de Jair Bolsonaro (PL) vença as eleições presidenciais de 2026.

“E lá na frente você, se Deus quiser, cara, eu sei que você não gosta de falar desse assunto, mas você tem o potencial, né, de algum dia também ser presidente da República”, afirmou o senador durante conversa publicada no YouTube.

Segundo Flávio, essa seria uma hipótese da direita em caso de o Congresso acabar com a possibilidade de reeleição para presidente. “Quando acabar o meu mandato, eu tenho certeza de que vai ter algum líder do nosso time que vai dar continuidade a esse trabalho.”

Os dois estiveram juntos em evento de 18 de agosto de Flávio em Minas Gerais, com Nikolas no palanque depois de ter sido alvo de críticas de Eduardo Bolsonaro (PL) por falta de engajamento na campanha presidencial.

O apoio do mineiro é esperado em razão da forte presença digital e popularidade. Na entrevista ao LeoDias TV, o deputado defendeu a eleição de Flávio, criticou a prisão de Jair, dizendo que “tiraram nosso melhor jogador” e criticou a ausência de Lula nos debates.

Nikolas também justificou o silêncio durante o conflito público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, esposa de Jair. Segundo o político, seu silêncio diante do entrevero familiar significou “maturidade” para saber quando falar, de forma a não alimentar “narrativas de inimigos” sobre o atrito.

“Que bom que agora, inclusive, já reataram, já gravaram vídeos juntos”, afirmou. Ele também disse que o nome “Bolsonaro” segue sendo forte, “como se fosse um casamento de longa data”, ainda com raízes junto ao eleitor.

“O Bolsonaro tem um relacionamento de muito tempo com o povo brasileiro. Foram muitas coisas que aconteceram. Coisas boas e ruins. Tiveram acertos e erros”, disse.

Questionado se Michelle, candidata a senadora pelo Distrito Federal, seria uma escolha melhor para disputar a Presidência, ele afirmou que Jair Bolsonaro tem “feeling” para escolher o nome mais adequado e lembrou que a ex-primeira-dama não teve ainda cargo político. “A força está em quem indica [Jair Bolsonaro]”, disse Nikolas.

Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo