Política

O isolamento da candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência

A candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência foi oficializada neste domingo, 26, sem o apoio nacional de nenhuma outra sigla e nem de quadros importantes do próprio partido, como os governadores de Minas Gerais, Pernambuco, Mateus Simões e Raquel Lyra, e o candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

A dez dias do fim do prazo das convenções partidárias, o vice de Caiado e presidente do PSD, Gilberto Kassab, praticamente descarta a chance de uma composição. Para ele, não houve “solo fértil” para essa discussão.

“O União negou a candidatura para o Caiado, por isso ele está no PSD”, disse Kassab. “Em relação aos partidos menores, é evidente e todos sabem que eles não estão atingindo a cláusula de barreira, estivemos conversando com [Romeu] Zema e a mesma coisa com o Missão. Os demais estão comprometidos com o bolsonarismo e o petismo, e nós não queremos compromisso com o bolsonarismo e o petismo.”

Kassab disse que o palanque de Eduardo Paes será múltiplo, “porque o Brasil precisa que Eduardo Paes seja governador do Rio de Janeiro”, assim como o de Raquel Lyra, “que por circunstâncias locais, tem eleitores de todos os partidos”. Ele declarou, porém, que Caiado não terá dificuldade em ter palanque em estado algum.

Dos governadores do PSD, estavam ao lado de Caiado apenas os do Paraná e do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior e Eduardo Leite. Ambos foram cotados para serem o candidato do partido à Presidência, mas, ao fim, a escolha foi por Caiado.

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