O que o Fluminense pode esperar de Platense ou Coquimbo Unido

O Fluminense já está entre os oito melhores da Copa Libertadores de 2026. Depois de sobreviver a um confronto dramático diante do Independiente Rivadavia e vencer nos pênaltis com atuação heróica do veterano Fábio na noite de terça-feira (18), na Argentina, o Tricolor agora aguarda a definição de seu adversário nas quartas de final. O próximo oponente do campeão de 2023 sairá do duelo entre Platense, da Argentina, e Coquimbo Unido, do Chile.
A classificação tricolor ontem (18) veio com muita emoção. Depois de abrir o placar com apenas dez jogadores em campo aos 31′ do segundo tempo em Mendoza, já que Cannobio foi expulso aos 12′, o Fluminense sofreu o empate no apagar das luzes, de pênalti, convertido por Álex Arce. Depois, no entanto, venceu a disputa por pênaltis por 5 a 4, com Fábio defendendo duas cobranças e novamente assumindo papel decisivo em uma noite de mata-mata.

Agora, o foco passa para uma chave que apresenta dois adversários de características diferentes. Outro argentino o Platense, e o chileno Coquimbo Unido, chegam às oitavas depois de campanhas consistentes na fase de grupos e fazem um confronto equilibrado. No primeiro duelo, disputado na Argentina, as equipes empataram em 1 a 1, deixando a definição para o jogo de volta, no Estádio Municipal Francisco Sánchez Rumoroso, em Coquimbo, no Chile, na noite desta quarta-feira (19), às 19h, hora de Brasília.
Platense
O time argentino representa uma das histórias mais interessantes desta Libertadores. Em sua primeira participação na competição, o clube avançou para as oitavas de final ao terminar na segunda colocação do Grupo E, atrás do Corinthians. Foram sete pontos em seis partidas, com uma campanha que ganhou força justamente na reta final.
A equipe mostrou que não se intimida diante de adversários de maior peso. Na última rodada da fase de grupos, por exemplo, venceu o Corinthians por 2 a 0 em plena Neo Química Arena, resultado que confirmou sua classificação inédita para o mata-mata. Franco Zapiola marcou os dois gols daquela partida e apareceu como um dos nomes decisivos da campanha.

Contra o Coquimbo Unido, o Platense também mostrou capacidade de controlar o jogo. Na partida de ida das oitavas, chegou a abrir o placar com Luciano Giménez e teve mais posse de bola, mas acabou cedendo o empate nos minutos finais.
Para o Fluminense, um eventual confronto com o time argentino exigiria atenção principalmente à organização defensiva e à capacidade do adversário de aproveitar erros. Além disso, o Platense já mostrou nesta edição que pode atuar de maneira competitiva mesmo longe de casa e que não precisa dominar uma partida para ser perigoso.
Coquimbo Unido: a surpresa chilena
Do outro lado está o Coquimbo Unido, atual campeão chileno e uma das grandes surpresas da Libertadores. O clube terminou a fase de grupos na liderança do Grupo B, à frente de Nacional, Universitario e Deportes Tolima, garantindo pela primeira vez em sua história uma vaga nas oitavas de final da competição.
A campanha mostra que o time chileno sabe competir em diferentes cenários. Na fase de grupos, empatou fora de casa com o Nacional, venceu o Universitario no Peru por 2 a 0 e também derrotou o Tolima por 3 a 0 em casa. A equipe, comandada por Hernán Caputto, terminou a primeira fase com quatro vitórias? Não: foram três vitórias, um empate e duas derrotas, suficientes para garantir a liderança da chave.

Um dos principais nomes do Coquimbo é Guido Vadalá. O atacante argentino teve participação importante na campanha, incluindo dois gols na virada por 2 a 1 sobre o Universitario. A equipe também conta com jogadores capazes de acelerar as jogadas ofensivas e explorar espaços quando o adversário se expõe.
O Coquimbo chega ainda respaldado por um projeto que ganhou força nos últimos anos. O título chileno conquistado em 2025 e a Supercopa levantada posteriormente deram ao clube confiança para disputar sua primeira Libertadores em formato de mata-mata.
O que o Fluminense pode esperar?
Independentemente de quem avançar, o Fluminense não terá pela frente um adversário que chegou às quartas por acaso. Platense e Coquimbo Unido construíram campanhas capazes de eliminar equipes tradicionais e chegam ao mata-mata com experiência adquirida justamente nos jogos de maior pressão.

O Platense oferece um perfil mais familiar ao futebol brasileiro: uma equipe argentina organizada, competitiva e acostumada a jogar partidas de alta tensão. Já o Coquimbo apresenta o elemento surpresa, além da confiança de quem terminou na liderança de seu grupo e vem fazendo uma campanha histórica.
Para o Fluminense, a principal lição da série contra o Rivadavia é justamente não subestimar o próximo adversário. O Tricolor precisou dos pênaltis para avançar e passou por momentos de grande dificuldade, inclusive depois de ficar com um jogador a menos.

A equipe carioca terá, portanto, pouco espaço para erros nas quartas de final. Seja contra o Platense ou diante do Coquimbo Unido, o cenário será de dois jogos provavelmente equilibrados, nos quais experiência, controle emocional e eficiência nas oportunidades poderão fazer a diferença.
Enquanto o Fluminense já pensa na próxima fase, Platense e Coquimbo Unido entram em campo nesta quarta-feira (19), no Estádio Francisco Sánchez Rumoroso, no Chile, para decidir quem terá pela frente o Tricolor nas quartas de final.
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