O trabalho ‘patriótico’ do agora ex-publicitário de Flávio Bolsonaro

Alvo de uma série de decisões judiciais determinando a penhora de seus bens, para pagar dívidas antigas, o publicitário Eduardo Fischer alegou na Justiça que não tinha contratos nem valores a receber de Flávio Bolsonaro ou do PL. O partido apresentou a mesma versão.
Fischer foi anunciado em maio como “consultor estratégico da comunicação” da pré-campanha de Flávio, sendo responsável pela definição das diretrizes e do posicionamento da campanha.
Na quinta-feira, o PL anunciou a saída de Fischer e de seu sócio, Alexandre Oltramari, e a contratação de Duda Lima.
“A campanha de Flávio Bolsonaro agradece e reconhece o excepcional trabalho desempenhado por Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Suas contribuições foram importantíssimas e valiosas nessa etapa e marcaram um momento estratégico desta caminhada”, afirmou o senador Rogério Marinho, coordenador geral da campanha.
A se confiar na versão apresentada na Justiça, o publicitário desempenhou nesses meses, por assim dizer, um trabalho “patriótico”.
A sua participação na pré-campanha de Flávio motivou ao menos duas decisões de bloqueio dos pagamentos do PL a ele, para garantir a quitação de cobranças de 114 milhões e 108 de reais.
O argumento foi de que, se estavam recebendo recursos da legenda, Fischer poderia honrar seus débitos.
A campanha de Flávio e o PL foram procurados para esclarecer qual era o vínculo com o publicitário, mas não responderam.
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