Parque do Itacolomi, em Minas Gerais, une trilha, história e, agora, também pernoite

Você é da turma que gosta de acampar ou daqueles que só de se imaginarem numa barraca já saem correndo —para bem longe? Qualquer que seja a resposta, o Parque Estadual do Itacolomi tem boas notícias. Localizada em Ouro Preto (MG), a unidade foi reaberta em fevereiro deste ano sob concessão da Parquetur, e oferece opções de lazer para todos os perfis.
Para os que formam nas fileiras da primeira turma aí acima, o parque conta com uma área de camping localizada bem perto do início da trilha que leva ao pico do Itacolomi e da área histórica da unidade. Podem ocupar o lugar barracas nos tamanhos 3x3m (R$ 75 a diária) e 5x5m (R$ 120 a diária). Lá, o visitante pode usufruir de banheiros com banho quente (pensa num luxo gostoso ao final de um dia no mato, pensa…), vestiários, e área de convivência com espaço para preparo e consumo de alimentos.
Já para os que não abrem mão de uma cama fofinha, o parque acaba de inaugurar o Chalé Quaresmeira. Com capacidade para até seis pessoas, o espaço tem dois quartos, um com cama de casal, outro com dois beliches. E, luxo extra, ar condicionado e aquecedor a óleo. A hospedagem pode incluir roupa de cama ou não. Se incluir, a diária é de R$ 210 por pessoa. Sem um lençolzinho limpo (um saco de dormir resolve), sai por R$ 140. As reservas, como os ingressos para quem só quer dar um passeio bate-volta (R$ 28,75 e R$ 14,37 para meia-entrada), podem ser feitas no site da Parquetur, concessionária do unidade.
As opções de hospedagem permitem ao visitante ficar além do horário de funcionamento normal do parque, que é das 8h às 17h de terça a domingo. Sem contar com o diferencial de descansar logo ali, depois de um dia de caminhadas pela unidade, e ver o por do sol ou o amanhecer em uma das paisagens mais ricas do bioma, transição entre a mata atlântica e o cerrado.
Entre os passeios que os 5.971 hectares do parque oferecem, a principal atração é, sem dúvida, a subida ao topo do pico do Itacolomi. Com altitude de 1.772 metros acima do nível do mar, a caminhada de 6 a 14 quilômetros (contando ida e volta e a depender do ponto do parque de onde a pessoa começa a caminhar) exige algum preparo físico, por ser classificada como moderada a difícil. Mas vale testar o fôlego só para ver o horizonte lá de cima. Fica a dica.
Para quem prefere não se arriscar pirambeiras acima, vale visitar a Casa Bandeirista, na antiga fazenda São José do Manso, uma estrutura do início do século 18. E o Museu do Chá, que remete à produção original da região.
Além disso, já na entrada, está o Centro de Visitantes, com exposições permanentes sobre fauna, flora, geologia e história regional.
Embora o parque não tenha restaurantes instalados, é possível comprar vinhos, cervejas, refrigerantes, sucos, água e alguns petiscos. Mas é bom levar seu próprio estoque de lanches e alimentos daqueles tradicionais que não faltam na mochila dos trilheiros raiz. Não, eu não vou falar de miojo ou salaminhos, combinados?
O acesso à trilha que leva ao pico, vale lembrar, só pode ser feito até as 11h30. Isso para garantir que o visitante esteja de volta, por mais lerdo que seja, antes do anoitecer. Mesmo assim, não custa incluir na mochilinha de ataque o kit básico com água, lanterna de cabeça, (muito) protetor solar e carregador portátil para o celular, além do casaquinho e do lanchinho para repor energias. Ah, claro, e um apito —o item cuja bateria nunca acaba.
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Esporte / Folha de São Paulo



