Parte dos evangélicos choca ao reagir a possível vitória de Flávio Bolsonaro

A disputa pela Presidência da República ganhou mais um posicionamento público de lideranças religiosas. A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEDD) anunciou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e fez críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Metrópoles, o pastor Ariovaldo Ramos, um dos coordenadores do movimento, acusou o senador de instrumentalizar a fé para fins eleitorais. “Flávio Bolsonaro manipula a religião a favor de sua candidatura de forma escancarada, por isso decidimos tomar uma posição e apoiar a manutenção do atual governo, liderado por Lula”, declarou. Na avaliação do religioso, “a possível vitória de Flávio é um retrocesso civilizatório”.
Declarações sobre a Constituição motivaram reação
A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro defender mudanças na Constituição Federal, afirmando que a iniciativa serviria para “redemocratizar” o país. A declaração foi feita em Goiânia, durante um evento político que contou com a presença de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Posteriormente, o candidato mencionou propostas relacionadas ao fim da reeleição e à maioridade penal. A fala provocou preocupação entre apoiadores de Lula e integrantes da FEDD, organização criada em 2016, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, que defende a democracia, os direitos humanos, a justiça social e a separação entre religião e política.
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Movimento busca ampliar apoio entre evangélicos
A frente também pretende dialogar com eleitores religiosos que não compareceram às urnas no primeiro turno. A campanha petista procura ampliar sua presença nesse segmento, inclusive entre pessoas que votaram em Augusto Cury (Avante). O escritor, que recebeu 2,89% dos votos válidos, declarou apoio a Flávio Bolsonaro na quinta-feira (8), mas integrantes da campanha de Lula avaliam que parte de seus eleitores pode mudar de posição.
Lula tenta reduzir resistência no segmento religioso
Na quarta-feira (7), Lula participou de uma plenária com jovens congressistas do PT e de partidos aliados, em Brasília, e destacou a influência das igrejas evangélicas na vida de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Ao falar sobre a busca por esperança e melhores condições de vida, o presidente relatou: “O cara fala: ‘Porra, finalmente encontrei alguém que me dá um ânimo aqui. Eu posso ser alguma coisa’”.
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