Economia

Campanha de Lula pede investigação contra site que promete cripto por post pró-Flávio

A coligação que apoia a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma notícia-crime à Polícia Federal para apurar um suposto esquema de distribuição de criptomoedas vinculado à divulgação de conteúdos eleitorais favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL).

O caso envolve o site brasil22token e a moeda virtual B22, batizada de “Brasil 22 Token”. Segundo a representação, usuários seriam incentivados a publicar mensagens pedindo votos no número 22 em troca de recompensas em ativos digitais.

A denúncia cita reportagem de Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, segundo a qual o projeto também foi divulgado pelo perfil hyperskidsafrica, no Instagram, que reúne 12,9 milhões de seguidores e arrecada recursos para ações sociais em Uganda.

Em um dos vídeos mencionados, crianças aparecem usando camisetas amarelas com a expressão “B22 token” e cantando uma música com referência ao número eleitoral de Bolsonaro. O conteúdo ultrapassou 1,2 milhão de visualizações, segundo a reportagem.

Campanha pede preservação de dados

Na notícia-crime, a coligação aponta Kevim Flores como idealizador do projeto. De acordo com a Folha, ele publicou atualizações sobre o lançamento do site em redes sociais, embora não se apresente formalmente como responsável pela página.

A campanha de Lula afirma ainda que a operação movimentou R$ 1,06 milhão em 24 horas e utilizou servidores no exterior com dados de registro ocultados.

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Com base nessas informações, a coligação pediu à PF a abertura de inquérito e a preservação de registros digitais ligados a Meta, X, Telegram e Binance.

Também solicitou cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos e comunicação a órgãos de proteção da infância e da juventude por causa do uso de imagens de crianças estrangeiras no material de divulgação.

Campanha de Flávio nega participação

A campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que desconhece a autoria do site e negou ter contratado perfis para promover a criptomoeda ou outros produtos de campanha.

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Segundo a equipe do candidato, serão adotadas medidas nas esferas eleitoral, cível e criminal para tentar retirar a página do ar.

O PL também nega relação com a iniciativa. A PF ainda terá de avaliar a notícia-crime e decidir se há elementos suficientes para instaurar investigação formal sobre a origem do projeto, a movimentação financeira e eventual vínculo com agentes da campanha.

Infomoney

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