Paulo Figueiredo desiste de ir com Flávio Bolsonaro em audiência sobre o tarifaço

O influenciador Paulo Figueiredo disse que não irá participar da audiência pública que se iniciou nesta segunda, 6, com o governo dos Estados Unidos para discutir o novo tarifaço imposto ao Brasil. O evento começou às 11h e deve se estender até terça-feira, 7. Se Figueiredo fosse ao evento, seria a primeira aparição pública dele ao lado de Flávio Bolsonaro depois do episódio em que ele disse que as mulheres “votam mal”.
“O foco da semana deve ser a ida do Flávio Bolsonaro para lutar contra as tarifas que Lula tanto está cavando. Por isso, em vez de participar pessoalmente da audiência, optei por enviar os meus comentários por escrito. Tenho certeza de que o Flavio vai brilhar e nos representar”, disse o influenciador nas redes sociais.

Representantes do governo Lula e membros do setor produtivo impactados pelas tarifas de importação comparecerão a uma audiência pública com autoridades do governo americano no intuito de negociarem e tentarem minorar a tarifa de 25% imposta por Donald Trump em cima da importação de produtos brasileiros. O pix brasileiro também deverá entrar na pauta.
Na última sexta, 3, durante uma agenda no Rio de Janeiro, Flávio disse que iria aos EUA dialogar com Trump sobre o tarifaço. O presidente americano publicou uma foto com o senador elogiando-o um dia depois de anunciar a nova sobretaxa. Os dois se encontraram pessoalmente no final de maio.
Figueiredo é um dos principais aliados de Flávio, sobretudo na ala virtual da campanha. Na semana passada, ele protagonizou uma fala misógina ao dizer e reafirmar que as mulheres “votam mal” e que deveriam endossar as opiniões de seus maridos. As declarações geraram um constrangimento à campanha de Flávio, que precisou ir a público dizer que não concorda com a afirmação do aliado.
O tarifaço anterior, de 2025, foi imposto em meio a declarações tanto de Figueiredo quanto de Eduardo Bolsonaro de que procuraram autoridades americanos para estimular a sanção comercial. O objetivo, na época, era obter a inocência de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
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