Pesquisa: o duelo Lula x Flávio no estado que foi pivô da crise no clã Bolsonaro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém ampla vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os eleitores do Ceará, estado que se tornou o centro de uma crise no clã do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 30, mostra o petista com 55% das intenções de voto no primeiro turno, ante 22% do adversário.
A distância aumenta em uma eventual disputa direta. No segundo turno, Lula alcança 60%, enquanto Flávio registra 23%. A diferença entre os dois chega, assim, a 37 pontos percentuais.
A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 1.002 eleitores em cinquenta municípios do Ceará entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Como está a disputa no primeiro turno?
Além dos 55% de Lula e dos 22% de Flávio, os demais nomes testados pela Quaest aparecem com índices entre 0% e 2%. Renan Santos (Missão) soma 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Samara Martins (UP) têm 1% cada.
Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Romeu Zema (Novo) não pontuaram. Os indecisos representam 9% dos entrevistados, enquanto 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam.
O que acontece em um segundo turno?
A força de Lula se mantém em todos os confrontos diretos apresentados pela pesquisa. O presidente marca 60% contra Flávio, que tem 23%. Nos demais cenários, o petista registra o mesmo percentual diante de Ronaldo Caiado, com 19%, e de Romeu Zema e Renan Santos, ambos com 17%.
No embate com Flávio, a vantagem de Lula supera a registrada no primeiro turno: passa de 33 para 37 pontos percentuais.
Por que o Ceará ganhou peso na disputa bolsonarista?
O levantamento foi realizado no estado que esteve no centro de um conflito entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A crise surgiu após a aproximação do senador e do PL cearense com a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual.
Michelle defendia o senador Eduardo Girão (Novo) para a disputa pelo Palácio da Abolição. A aliança com Ciro, porém, foi mantida e ajudou a aprofundar o confronto interno no bolsonarismo.
Na pesquisa para o governo do Ceará, o ex-governador aparece com 43% das intenções de voto, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT). Em eventual segundo turno, Ciro soma 48%, ante 35% do petista.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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