Pesquisa Quaest testa disputa Lula x Flávio após veto às bets na reta final para o primeiro turno

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A última pesquisa nacional Quaest antes do primeiro turno será divulgada no sábado, 3 de outubro, véspera da votação. O levantamento vai atualizar as intenções de voto para presidente e testar um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. As entrevistas estão previstas para os dias 2 e 3.
A nova rodada chega após uma sequência de pesquisas que mostrou a distância entre os dois diminuir no primeiro turno. Na Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 33% de Flávio. Em uma simulação de segundo turno, o senador aparecia com 42% e o presidente, com 41% — empate técnico nos dois cenários.
O que a Quaest vai medir no primeiro turno?
Os entrevistados responderão primeiro em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos. Depois, escolherão entre os nomes apresentados pelo instituto no cenário estimulado, além das opções de voto branco ou nulo, abstenção e indecisão.
O questionário também perguntará se a escolha é definitiva ou se ainda pode mudar antes da eleição. Em seguida, investigará se o eleitor reconsideraria seu voto caso avaliasse que a disputa poderia terminar já no primeiro turno e, se for o caso, para qual opção migraria.
Essas respostas permitirão observar não só a distância entre os candidatos nos últimos dias de campanha, mas também a firmeza das intenções de voto declaradas.
Qual cenário de segundo turno será testado?
A pesquisa apresentará um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. O entrevistado poderá escolher um dos dois, declarar voto branco ou nulo, dizer que não votaria ou afirmar que ainda não decidiu.
O questionário não prevê simulações de segundo turno entre Lula e os demais candidatos. Assim, o confronto com Flávio será a única comparação direta dessa etapa na pesquisa de véspera.
O debate da Globo pode ter afetado o voto?
A Quaest perguntará se o eleitor assistiu ou ouviu o debate presidencial da Globo previsto para a quinta-feira anterior à eleição. Entre os que acompanharam o encontro, o instituto distinguirá quem o viu ao vivo de quem teve acesso depois, pela internet ou por aplicativo.
Os entrevistados também poderão indicar qual participante, em sua opinião, se saiu melhor. Outra pergunta investigará se o debate não teve impacto sobre a decisão eleitoral, se reforçou a escolha existente ou se levou a uma mudança de voto. As respostas mostrarão a percepção dos eleitores, sem estabelecer por si só que eventuais oscilações gerais na pesquisa foram causadas pelo debate.
Que outros temas entram no levantamento?
O questionário perguntará quem o eleitor acredita que vencerá a eleição, independentemente do candidato em quem pretende votar. Também medirá o interesse pela disputa e a intenção de comparecer às urnas, considerando o histórico declarado de participação em eleições presidenciais.
Os entrevistados responderão ainda o que lhes causa mais medo: a volta da família Bolsonaro ao poder ou mais um mandato de Lula. A pesquisa incluirá perguntas sobre aprovação e avaliação do governo federal, além de posicionamento político e características dos eleitores que poderão ajudar a detalhar os resultados.
Como será feita a pesquisa?
Encomendada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, a pesquisa prevê 3.702 entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. A coleta está programada para 2 e 3 de outubro, com divulgação no dia 3.
O plano amostral combina sorteio de municípios e setores censitários com cotas de sexo, idade, renda e escolaridade para a escolha dos entrevistados. O nível de confiança informado é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de aproximadamente dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02197/2026.
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