Política

Pesquisa revela as primeiras ‘vítimas’ do crescimento de Augusto Cury nas intenções de voto

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O crescimento de Augusto Cury, confirmado na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta, 2, começa a produzir consequências para os demais candidatos da corrida presidencial. No Ponto de Vista, de VEJA, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o editor José Benedito da Silva avaliou que os primeiros atingidos são Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, que perdem espaço justamente no momento em que Cury alcança a casa dos dois dígitos e se consolida como o principal fato novo da disputa (este texto é um resumo do vídeo acima).

“É o grande fato novo da eleição”, afirmou José Benedito. Cury foi o primeiro candidato fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro a atingir dois dígitos desde o início das pesquisas da pré-campanha. Os levantamentos citados no programa passaram a mostrar o escritor na faixa de 10% a 11% das intenções de voto.

O editor considera difícil, neste momento, projetar Cury no segundo turno. Na sua avaliação, Lula e Flávio contam com núcleos de apoio consolidados, capazes de manter ambos acima de 30%. A questão imediata, portanto, não é apenas saber se Cury consegue ultrapassá-los, mas quais candidaturas perdem espaço enquanto ele avança.

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Por que Caiado e Zema são os primeiros atingidos?

Para José Benedito, a ascensão de Cury representa “uma notícia muito ruim pros demais candidatos de centro”. Ele chamou atenção para os desempenhos de Caiado e Zema no levantamento da Quaest: ambos aparecem com 1%.

O resultado foi classificado pelo editor como “bastante sofrível”. A comparação ganha peso porque, segundo ele, Caiado já havia aparecido com 4% ou 5% anteriormente, mas passou a registrar 1% no cenário analisado.

Com Cury ocupando um espaço maior fora dos dois polos principais, os candidatos mais tradicionais passam a enfrentar dificuldade adicional para se apresentar como a alternativa competitiva a Lula e Flávio.

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Cury também tomou de Renan Santos o posto de outsider?

O impacto sobre Renan Santos é diferente. José Benedito lembrou que o candidato já chegou a registrar 7% ou 8% e ocupou a terceira colocação, aparecendo naquele momento como o possível outsider da eleição.

A entrada de Cury nesse patamar alterou a disputa por esse espaço. “O próprio Renan Santos, que chegou a ter sete, 8%, que ocupou essa terceira posição e que se apresentava ali, de repente, como o outsider dessa eleição, também recuou com a entrada do Augusto Cury”, afirmou.

Na avaliação do editor, Cury “assumiu o posto de outsider” que antes pertencia a Renan e, ao mesmo tempo, aumentou as dificuldades para nomes mais estabelecidos do centro. O avanço, portanto, atinge tanto uma candidatura que buscava representar a novidade quanto políticos mais tradicionais que tentam romper a polarização.

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Lula e Flávio também precisam começar a se preocupar?

José Benedito ponderou que os efeitos do crescimento de Cury não se restringem aos candidatos que disputam o espaço intermediário. Segundo ele, as primeiras pesquisas indicam que o escritor consegue retirar “um pouquinho de voto” tanto de Lula quanto de Flávio, o que pode fazer com que os dois líderes passem a observá-lo com maior atenção.

O editor afirmou que um novo salto nas pesquisas mudaria o tratamento dispensado ao candidato. Caso Cury apareça em levantamentos futuros com 15% ou 16%, exemplificou, poderá se tornar efetivamente um alvo dos adversários, com suas propostas e posições submetidas a um escrutínio maior.

José Benedito também destacou uma simulação de segundo turno entre Lula e Cury mencionada no programa, na qual o presidente aparece com 40% e o escritor, com 34%. Para o editor, uma diferença de seis pontos representa um desempenho relevante para alguém que acaba de alcançar um novo patamar na disputa.

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O crescimento de Cury vai se sustentar?

Apesar do avanço, José Benedito considera necessário observar as próximas pesquisas antes de tratar o movimento como definitivamente consolidado. A consistência do crescimento ainda precisará ser testada. Mas seu primeiro efeito político já aparece na leitura apresentada no Ponto de Vista: enquanto Lula e Flávio preservam seus núcleos mais resistentes, Cury ocupa espaço de quem tentava se estabelecer como alternativa. Nesse movimento, Caiado, Zema e Renan Santos surgem como as primeiras vítimas da nova configuração da corrida presidencial.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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