Política

PGR pede que investigação contra Lulinha sobre atuação na Dataprev vá para 1ª instância

A PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu o envio de mais um inquérito contra o filho do presidente Lula, Fábio Luis, o Lulinha, para a 1ª instância.

Em manifestação enviada ao relator do processo no STF, ministro André Mendonça, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Filho, disse que não há “indícios mínimos de participação de autoridade que justifiquem a competência do Supremo” no caso.

A manifestação tem o mesmo entendimento que o órgão adotou em outro inquérito que tem Lulinha como alvo e apura suposto tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde.

Os dois inquéritos são relatados por Mendonça, que ainda não se manifestou sobre os pedidos da Procuradoria,

A PGR diz que não há que se falar em conexão dos fatos com a investigação da Operação Sem Desconto, que já tramita no STF. O órgão entende que as acusações contra o filho do presidente não são correlatas a esse conjunto de crimes.

“A única relação que possuem provém da origem do achado, mas se tratando aqui de mera casualidade, esse é um aspecto absolutamente irrelevante para que se pretenda reunir as investigações”, disse o vice-procurador.

Por isso, o órgão pede que os fatos sejam apurados pelo juiz de primeiro grau e que, se novos elementos indicarem a participação de autoridades com foro, que o inquérito retorne ao Supremo.

Questionada, a defesa de Lulinha diz que não se surpreende com a posição da PGR e que ela reforça o que os advogados vêm defendendo desde o início do processo.

“Não há suspeita de participação de pessoas com foro, de desvio de dinheiro público ou atos de ofício com relação direta ou indireta com o INSS. São apenas ilações”, disse o advogado Marco Aurélio Carvalho ao Painel.


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Folha de São Paulo

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