Política

Pesquisas eleitorais: como está a distância entre Lula e Flávio após últimos números

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A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, reforçou uma tendência que vem se consolidando nas principais sondagens nacionais das últimas semanas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e chega à metade de junho em sua posição mais confortável desde o início da pré-campanha presidencial de 2026.

No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Em relação à rodada anterior da Quaest, divulgada em maio, o petista avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador recuou três.

O levantamento é o primeiro grande retrato nacional realizado após dois episódios que passaram a dominar o debate político nas últimas semanas: o desgaste provocado pelo escândalo envolvendo áudio enviado por Flávio a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, e a crise diplomática aberta após a ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O que mostrou a nova pesquisa Quaest?

A principal novidade da pesquisa é a ampliação da distância entre Lula e Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno. Na simulação principal de primeiro turno, Lula manteve os 39% registrados em maio. Flávio, porém, caiu de 33% para 29%, abrindo uma diferença de dez pontos percentuais entre os dois.

Atrás dos líderes aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%, seguidos por Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB), com 2% cada.

Outro dado relevante é o crescimento do contingente de indecisos, que passou de 5% para 10%, indicando que parte do eleitorado conservador que se afastou de Flávio ainda não encontrou um novo destino político.

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Como fica o cenário de segundo turno?

No confronto direto entre Lula e Flávio, o presidente alcança 44% das intenções de voto, contra 38% do senador. O resultado se soma a uma sequência de levantamentos favoráveis ao Palácio do Planalto.

Nas últimas semanas, AtlasIntel, Datafolha, BTG Nexus, Meio/Ideia e Real Time Big Data também registraram crescimento da vantagem de Lula ou piora dos indicadores de Flávio Bolsonaro.

A Real Time Big Data, divulgada no início do mês, mostrou Lula com 45% contra 40% do senador no segundo turno. A BTG Nexus registrou vantagem de 47% a 43%. Já a Meio/Ideia apontou placar de 46,5% a 41,4%.

O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas

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O caso Banco Master continua produzindo efeitos?

Os números da Quaest sugerem que sim. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados acreditam que Flávio pode estar escondendo algum envolvimento ilegal relacionado ao escândalo do Banco Master.

Outros 60% classificam como suspeitas as conversas entre o senador e Vorcaro. A percepção negativa cresce ainda mais quando os entrevistados são questionados sobre o conhecimento prévio das investigações envolvendo o banqueiro: 62% acreditam que Flávio já sabia das suspeitas de corrupção.

O dado mais contundente aparece na avaliação sobre o pedido de recursos para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Para 65% dos entrevistados, a solicitação de dinheiro ao empresário foi um erro que deveria ter sido evitado.

Os números ajudam a explicar por que, mesmo permanecendo como principal nome da direita, Flávio vem enfrentando dificuldades para interromper a sequência de quedas registrada desde maio.

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O tarifaço de Trump também entrou na disputa?

Pela primeira vez, a Quaest mediu os efeitos políticos da crise comercial envolvendo Brasil e EUA. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados concordam com Lula quando o presidente responsabiliza Flávio Bolsonaro pela ameaça de novas tarifas americanas. Apenas 35% ficam ao lado da versão apresentada pelo senador.

Em outra pergunta, 46% concordam com Lula de que as medidas americanas representam uma retaliação ligada ao Pix e aos interesses econômicos dos Estados Unidos. Já 36% atribuem a crise principalmente ao governo brasileiro.

A pesquisa também mostra vantagem de Lula na disputa simbólica sobre patriotismo e defesa dos interesses nacionais. Para 47% dos entrevistados, o presidente representa melhor os interesses brasileiros. Flávio Bolsonaro é citado por 37%.

Existe alternativa competitiva na direita?

Apesar do desgaste enfrentado por Flávio, os demais candidatos continuam muito distantes dos dois líderes. Caiado e Zema seguem sem conseguir transformar notoriedade regional em competitividade nacional. Renan Santos continua apresentando crescimento gradual nas pesquisas, mas ainda aparece distante da disputa principal.

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Nos cenários de segundo turno testados pela Quaest, Lula vence Zema por 45% a 35%, Caiado por 45% a 35% e Renan Santos por 45% a 31%.

O desempenho reforça uma tendência observada desde o início do ano: parte dos eleitores insatisfeitos com Flávio não migra para outros nomes da direita, preferindo permanecer entre os indecisos ou optar por votos brancos e nulos.

O que os números indicam para 2026?

O conjunto das pesquisas divulgadas desde maio aponta um cenário de recuperação política para Lula e de desgaste persistente para Flávio Bolsonaro. O senador continua sendo o único nome da oposição capaz de rivalizar diretamente com o presidente, mas enfrenta uma combinação delicada de fatores: perda de intenção de voto, aumento da desconfiança do eleitorado e associação crescente a temas que hoje favorecem o discurso do governo, como o caso Banco Master e a crise com os Estados Unidos.

Ainda assim, a polarização permanece como principal marca da disputa. Mesmo em queda, Flávio segue muito à frente dos demais concorrentes da direita e continua sendo o principal adversário de Lula na corrida ao Palácio do Planalto.

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A fotografia captada pela Quaest mostra um presidente em trajetória de fortalecimento e um opositor tentando conter uma sangria política que, até o momento, ainda não encontrou um ponto de estabilização.

VEJA+IA: Este consolidado de pesquisas foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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