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Prêmio da Globo Rural revela fazendas mais sustentáveis



A revista Globo Rural revela hoje (30) as fazendas campeãs do Prêmio Fazenda Sustentável 2026, uma das mais tradicionais e rigorosas premiações do gênero no país. Em sua décima edição, a iniciativa reconhece produtores rurais que adotam práticas capazes de conciliar responsabilidade ambiental, compromisso social e eficiência econômica na gestão dos negócios agropecuários.
As fazendas finalistas deste ano mostram a diversidade e a abrangência da sustentabilidade no campo brasileiro. Distribuídas pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste, elas desenvolvem ao menos dez atividades agropecuárias diferentes.
A lista de classificadas reúne propriedades dedicadas ao cultivo de café, cana-de-açúcar, à soja, ao milho orgânico, além da pecuária leiteira e de corte, fruticultura e produção de aves. Em comum, demonstram que é possível aliar o respeito ao meio ambiente e às pessoas à responsabilidade na governança e à viabilidade econômica.
Todas as finalistas percorreram uma longa jornada até chegar à etapa decisiva. O processo começou em março, com recorde de participação: 136 fazendas inscritas. Desde então, as candidaturas passaram por diferentes etapas de análise, validação e avaliação, conduzidas pelos parceiros técnicos Rabobank, Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e Agrotools. Uma banca julgadora formada por sete especialistas e campeões do Prêmio em edições anteriores decidiu a classificação final, indicando as três melhores colocadas nas categorias pequena, média e grande propriedade.
Neste ano, participaram da comissão: Fabíola Zerbini, diretora da Conexsus; Fernanda Saturni, diretora de Sustentabilidade na LDC; Fernando Sampaio, secretário-executivo da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (Riac); Henrique Sloper, proprietário da Fazenda Camocim; Ludmila Rattis, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam); Monica Neves, gerente de Responsabilidade Socioambiental da Agropalma; e Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone.
A seleção das propriedades é dividida em três etapas, que combinam critérios ambientais, sociais e econômicos, além da verificação das informações apresentadas pelos participantes. Na primeira fase, são realizadas validações primárias para identificar eventuais infrações ambientais e trabalhistas, verificar licenças de operação e conferir a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Na segunda etapa, as propriedades passam por uma análise socioambiental detalhada, que considera a descrição e a comprovação das boas práticas adotadas, com avaliação das evidências encaminhadas pelos inscritos. Também são examinados os aspectos financeiros e as certificações conquistadas pelas fazendas. É nessa fase que se define o porte de cada propriedade — pequena, média ou grande —, com base no faturamento das fazendas. A partir de uma média ponderada dos critérios avaliados, são selecionadas as 18 finalistas.
A terceira etapa envolve a validação das informações fornecidas pelas propriedades, realizada por técnicos de forma presencial ou remota. Ao final, a banca julgadora recebe os relatórios das finalistas, analisa os resultados e se reúne para definir as três vencedoras de cada categoria. No fim do processo, são reconhecidas as nove campeãs, divididas nas três categorias.


Globo Rural

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