Presidente da Feira Hippie passa a usar tornozeleira eletrônica

Presidente da Associação da Feira Hippie de Goiânia, Waldivino da Silva passou a utilizar tornozeleira eletrônica na quarta-feira (2). Conforme divulgado pelo Mais Goiás, ele foi denunciado em, pelo menos, três casos de assédio.
Ao portal, Waldivino informou que o caso tramita em segredo de Justiça, mas antecipou que a defesa já apresentou recurso “contra essa medida extrema e desnecessária”. “O que mais surpreende é tratar-se de uma questão que, segundo a vítima (que sequer é feirante), teria acontecido em 2018. Agora, após todo esse tempo e mesmo sem nenhuma circunstância recente que pudesse justificar, veio essa decisão judicial”, lamentou.
“Continuo enfrentando essas circunstâncias com serenidade. Dia após dia, a verdade por detrás de todas essas acusações falsas está sendo desvendada. No dia 6 de julho de 2026, foi revogada uma outra medida cautelar injustamente aplicada contra mim em outro caso de falsa acusação. Em 20 de julho de 2026, em um terceiro caso de falsa acusação, a pessoa se retratou judicialmente, na presença de juiz, do representante do Ministério Público e de seu advogado, reconhecendo que jamais pratiquei qualquer crime contra ela e que teria sido instigada por terceiras pessoas a me denunciar levianamente. Sigo confiando na justiça e amparado na verdade”, completou.
Em 20 de julho, o advogado Philippe Lasmar repassou os boletins de ocorrência com as acusações de duas supostas vítimas. Antes, em 27 de maio, o Ministério Público já havia feito uma denúncia, que também incluía ameaça.
Naquele momento, Waldivino negou todas as denúncias. “Nego veementemente qualquer tipo de acusação desta natureza. Tenho absoluta confiança de que a verdade virá à tona ao fim das investigações. Estou sendo vítima de reiteradas denúncias caluniosas às vésperas de processo eleitoral, todas elas sem o menor indício probatório. Sigo trabalhando de forma séria e honesta em prol dos feirantes da Feira Hippie, que seguem me apoiando em sua grande maioria”, afirmou.
Casos
A primeira denúncia foi feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Nela, o presidente foi acusado de importunação e coação contra uma funcionária da entidade em situações que ocorreram entre 2018 e o fim de 2023 nas dependências da associação. Também teria ocorrido o uso da posição de superioridade hierárquica para constrangimento.
Após reportagem do Mais Goiás, foram feitas mais duas denúncias, em 29 de maio e 19 de julho. A primeira mulher relata ter sofrido assédio sexual, com uso de palavras obscenas. Já a segunda suposta vítima informou ter sido importunada em mais de uma ocasião, a partir de 2024. Segundo a jovem, em um dos episódios, o acusado a abraçava por trás, passava a mão em seus cabelos e colo, sem autorização. Ela disse que deixou de trabalhar na Feira Hippie em janeiro deste ano.
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Confira outras medidas determinadas, além do monitoramento eletrônico:
- Proibição de contato com a ofendida diretamente ou por meio de intermediários (terceiros); a proibição vale para qualquer meio de comunicação (telefone, redes sociais, e-mail);
- Proibição de aproximação a menos de 100 metros da vítima;
- Dispositivo de segurança para a vítima, o qual a alerta em tempo real sobre uma eventual aproximação do acusado.
- O acusado pode frequentar a Feira Hippie de Goiânia e a sede da Associação dos Feirantes, mas, em caso de encontro fortuito com a vítima, ele não pode interagir e deve se afastar imediatamente até reestabelecer a distância mínima.
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