Política

Presidente do PT diz que ‘ninguém está acima da lei’ e defende código de ética no STF

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, defendeu nesta quarta-feira, 2, a elaboração de um código de conduta para os ministros das Cortes Superiores — o que inclui o Supremo Tribunal Federal (STF). Sem citar nomes, ele disse que “ninguém está acima da lei”, nem mesmo “um integrante do Poder Judiciário”.

“É urgente mudar o sistema político e judiciário no Brasil, que vive uma profunda crise, que protege os poderosos, perpetua privilégios e a corrupção. O sistema apodreceu. É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e o Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados. É preciso também a adoção imediata de total transparência e controle dos gastos públicos em todos os níveis”, disse Edinho em um vídeo publicado nas suas redes sociais e nas do PT.

Em seguida, ele complementou: “Ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário. O povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios. É preciso ter muita maturidade para liderar as mudanças que o Brasil precisa. É preciso ter compromisso histórico com a democracia”.

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Na terça-feira, 1º, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um dos braços do Caso Master. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro mencionam vínculos com o ministro Alexandre de Moraes. Antes de tentar fugir do país, ele consultou o magistrado, pediu para represar o andamento de investigações e deu cartões de crédito com  300. 000 de limite a ambos os filhos dele.

Vorcaro fechou ao menos três contratos de prestação de serviços com o Barci de Moraes, escritório da esposa do ministro Alexandre, no valor de 208 milhões de reais. O próprio magistrado ajudou a elaborar os documentos, gesto que foi confirmado pela banca.

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O plenário do Supremo vai analisar a legalidade da publicização do relatório, que já tem um parecer da Procuradoria-Geral da República opinando pela nulidade do ato de Mendonça. Paulo Gonet, chefe da instituição, também é mencionado nas investigações da PF.

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