Quanto mais estratégica a IA, mais importante será a decisão humana, diz Silvio Meira

A inteligência artificial pode ampliar radicalmente a capacidade das empresas de analisar informações, formular alternativas e antecipar cenários, mas não deve ser confundida com a capacidade de decidir. Quanto mais a tecnologia avança, mais importante se torna o papel humano de definir objetivos, avaliar opções e assumir a responsabilidade pelas escolhas. Essa é uma das principais conclusões apresentadas por Silvio Meira, professor emérito do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante palestra realizada nesta quinta-feira (3) em São Paulo.
Na visão do especialista, que participou do evento “Arena Impacto, Shaping the Future”, realizado por Valor e Globo Rural, a IA deve funcionar como uma espécie de bússola: amplia o campo de visão, organiza informações e apresenta possibilidades, mas a direção continua sendo uma escolha humana. “A competência muito mais escassa deixou de ser ‘saber usar’, passou a ser ‘saber quando não confiar’ ”, afirmou. Ele citou estudo do Boston Consulting Group segundo o qual a tecnologia pode elevar produtividade e qualidade quando o problema está dentro da capacidade do modelo e do usuário. Fora dessa fronteira, porém, pode produzir respostas erradas com aparência de precisão.
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