Republicanos mira três governos no Sudeste e avança nas consturas políticas no Espírito Santo

O Republicanos quer sair das eleições no comando de três dos quatro estados do Sudeste. Com São Paulo e Minas Gerais conquistados, o partido de Marcos Pereira aposta na vitória de Lorenzo Pazolini no Espírito Santo para ampliar seu peso nacional – e recebe apoio de antigos aliados do candidato Ricardo Ferraco no segundo turno.
O PSD foi o primeiro partido a anunciar apoio a Pazolini no segundo turno. Depois, vieram as direções nacionais de Podemos e União Brasil. As duas últimas adesões têm um peso adicional: são de legendas que integraram a coligação de Ricardo Ferraço (MDB). O reforço ao Republicanos vem, portanto, de dentro da aliança adversária.
No Podemos, Renata Abreu acertou o apoio com Marcos Pereira. No União Brasil, Antônio de Rueda formalizou a decisão em nota que a vincula expressamente à “estratégia nacional” da legenda. As duas cúpulas colocaram, assim, suas escolhas nacionais à frente das alianças firmadas no primeiro turno.
“O Espírito Santo pode sair desta eleição com mais força política e maior participação nas decisões nacionais. Esses apoios ajudam a construir esse caminho. Temos a oportunidade de estreitar a parceria com São Paulo e Minas Gerais e transformar essa articulação em desenvolvimento e oportunidades para os capixabas”, explicou Pazolini.
A movimentação reforça um palanque que já conta com Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro. Além de assegurar ao Republicanos o comando da maior parte do Sudeste, uma vitória de Pazolini elevaria para quatro o número de governos conquistados pelo partido, que também venceu em Mato Grosso.
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