Política

Republicanos põe fim à novela e diz que Cleitinho será candidato ao governo de MG: ‘Episódio encerrado’

O Republicanos confirmou que o senador Cleitinho Azevedo será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (7), representa uma nova reviravolta na disputa pelo Palácio Tiradentes, quatro dias depois de o parlamentar anunciar que estava fora da corrida eleitoral.

Em nota, o partido informou que o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, decidiu autorizar a candidatura após Cleitinho reconhecer “os equívocos cometidos durante o processo” e apresentar formalmente desculpas às direções nacional e estadual do Republicanos, à população mineira e às forças políticas envolvidas na articulação eleitoral.

Segundo o comunicado, o senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim. “A decisão está tomada”, afirma o Republicanos. Ao encerrar a nota, o partido diz que “o episódio está encerrado” e que o momento é de “olhar para frente e trabalhar por Minas Gerais”.

A legenda afirma que Marcos Pereira manteve sua posição enquanto havia incertezas sobre a candidatura e decidiu revê-la diante de “fatos novos” e “compromissos objetivos”. O Republicanos também cita apelos de candidatos do partido a deputado federal e estadual em Minas Gerais, que teriam defendido uma candidatura própria e competitiva ao governo para fortalecer as chapas proporcionais.

Pesou ainda, segundo o partido, o desempenho de Cleitinho nas pesquisas de intenção de voto e a manifestação de setores da sociedade mineira favoráveis à candidatura. O senador comunicou à direção da legenda que fará a campanha sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos.

Desistência durou quatro dias

A confirmação ocorre após uma sequência de idas e vindas em torno da candidatura. Cleitinho liderava as pesquisas, mas vinha adiando a definição sobre a disputa desde o início do ano. Em 25 de julho, faltou à convenção estadual do Republicanos. Dois dias depois, o partido divulgou uma nota responsabilizando o senador pelo fracasso das articulações para viabilizar sua candidatura. Na ocasião, ele afirmou que continuava candidato.

Em 3 de agosto, porém, Cleitinho anunciou que não disputaria o governo de Minas. O senador relacionou a decisão ao momento vivido por ele e pela família após a morte do irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, em 18 de julho, vítima de leucemia.

“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade; […] Eu não estou bem”, declarou Cleitinho nas redes sociais naquele dia.

Marcos Pereira afirmou então que a desistência havia sido tomada pelo senador “espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando”.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho mostrava Cleitinho na liderança, com 35% das intenções de voto. Alexandre Kalil (PDT) aparecia com 12%, seguido por Patrus Ananias (PT), com 10%. Mateus Simões (PSD) tinha 6%, e Gabriel Azevedo (MDB), 4%.




Brasil de Fato

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo