Economia

Rubio garante a aliados asiáticos que não estão sendo abandonados pelos EUA

(Reuters) – O secretário de Estado ⁠dos Estados Unidos, Marco Rubio, tranquilizou os aliados asiáticos ‌dos EUA, afirmando que a busca norte-americana por relações positivas com Pequim não significa que eles estejam sendo abandonados, ‌enquanto altos diplomatas participavam, nesta quinta-feira, de um encontro sobre segurança regional realizado em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Falando um dia após se reunir com seu homólogo chinês, Wang Yi — ocasião em que os dois discutiram a preparação ⁠para ‌uma visita do presidente da China, Xi Jinping, aos ⁠EUA em setembro —, Rubio afirmou que a cooperação com a China não se dará às custas dos parceiros asiáticos próximos de Washington.

“Já estamos presentes. Temos um papel a desempenhar e não vamos abandonar nossos aliados. Deixamos isso ​bem claro”, disse Rubio aos repórteres.

“Essas são as duas economias mais poderosas do mundo, duas grandes Forças Armadas, ​duas potências nucleares. Precisamos manter um relacionamento com a China. Queremos que ele seja o mais positivo possível, mas isso não ocorrerá às custas de nossos aliados e parceiros na região, nem de nossa presença aqui.”

Rubio participou anteriormente ‌da Cúpula do Leste Asiático em Manila ​e do Fórum Regional da Asean, com foco em segurança, onde os ministros das Relações Exteriores do grupo enfatizaram a necessidade de um envolvimento mais ⁠estreito em meio ​às ameaças globais ​e às hostilidades renovadas e intensificadas no Oriente Médio.

A guerra no Irã e ⁠o bloqueio do Estreito de ​Ormuz são uma preocupação fundamental na Ásia e para os anfitriões, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), composta por 11 países — ​um bloco fortemente dependente do petróleo do Oriente Médio e que, coletivamente, constitui uma das maiores economias ​do mundo.

“Nos reunimos ⁠em um contexto de profunda incerteza geopolítica e geoeconômica”, afirmou Maria Theresa Lazaro, ministra ⁠das Relações Exteriores das Filipinas, em seu discurso de abertura.

“Nenhuma nação pode lidar sozinha com o complexo ambiente de segurança atual.”

Infomoney

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