Política

Só 25% dos planos de governo estaduais citam política para ensino de matemática

Dos 191 planos de candidatos ao governo estadual apresentados na Justiça Eleitoral, 49, isto é, 25% mencionam ao menos uma política pública para a aprendizagem de matemática.

O levantamento foi feito pelo Instituto Reúna com base nos planos de governo apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

Em todos os 27 estados há um candidato que menciona a disciplina em seu plano. Entre as propostas estão a recomposição das aprendizagens, a proficiência e o diagnóstico de conhecimento dos alunos.

Laura Angélica, coordenadora de articulação e advocacy do Instituto Reúna, afirma que, embora a aprendizagem matemática não seja uma pauta comum a todas as candidaturas, a disciplina já se configura como uma questão estratégica em uma parcela relevante dos projetos educacionais.

“A análise permite verificar, de forma sistemática e comparável, se e como a aprendizagem matemática entra na agenda política, evitando assim a dependência de discursos avulsos ou promessas de campanha difíceis de checar”, diz Laura.

O PNE (Plano Nacional de Educação) 2026-2036 estabelece que o aprendizado inicial da matemática tenha o mesmo peso e prazo que a alfabetização em língua portuguesa.

A proposta é que, até 2036, nenhum estudante fique no nível abaixo do básico em matemática no quinto ano do Ensino Fundamental.

Folha de São Paulo

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