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Tainá e Éder Militão blindam imagem do filho após ofensas; especialista analisa o impacto do ‘hate’

A influenciadora Tainá Militão, de 29 anos, e o jogador de futebol Éder Militão, de 28 anos, tomaram uma decisão firme sobre a exposição da família. O casal escolheu preservar a imagem do filho e não pretende mostrar o rosto do bebê nas redes sociais. Em conversa com os seguidores no domingo (16), Tainá explicou que a escolha visa proteger a saúde emocional da criança após um episódio lamentável com a divulgação de um ultrassom.

A revelação ocorreu durante uma interação com os internautas no Instagram. Questionada sobre o desejo de apresentar o recém-nascido, a influenciadora justificou a medida adotada em conjunto com o marido para blindar o filho, que se chamará Gabriel.

Tainá explicou que conversou bastante com Éder sobre a questão do rosto do bebê. Ela ressaltou que a princípio o casal não vai mostrar a criança. Além disso, a influenciadora lembrou do volume de mensagens de ódio recebido após publicar um ultrassom do filho. Por isso, a jovem avaliou que a exposição não vale a pena para não atrair mais ataques.

Além de afastar o filho das telas, Tainá acionou sua equipe jurídica para identificar as contas responsáveis pelas ofensas. A influenciadora lamentou a postura maldosa de parte dos usuários e reforçou o desejo de garantir paz ao recém-nascido nesta reta final da gravidez.

O impacto emocional dos ataques gratuitos aos filhos

O sofrimento vivido pelos pais diante de críticas direcionadas às crianças reflete um sentimento doloroso. A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo explica que ouvir comentários negativos sobre o filho em qualquer fase da gestação ou pós-parto traz um abalo emocional profundo. Segundo a especialista, o bebê representa o maior amor e o “cartão postal” que os pais entregam ao mundo. Por isso, receber ataques tão cruéis gera um forte sentimento de frustração, tristeza e desgosto diante da maldade na internet.

“A partir dessas críticas, eles passam a tomar decisões sobre o que fazer para preservar a sua saúde emocional e, ao mesmo tempo, proteger a imagem do filho”, analisa Rafaela Schiavo.

Alinhamento do casal para estabelecer limites e proteção

Diante das ofensas virtuais, a decisão de impor limites se torna fundamental para resguardar a intimidade do bebê. A psicóloga ressalta que é essencial que o casal converse e alinhe suas decisões para evitar que a criança passe por novos episódios de violência verbal nas redes. Para a profissional, a postura prudente de Tainá e Éder Militão preserva tanto a saúde mental dos dois quanto a integridade física e emocional do bebê.

A hostilidade na internet costuma despertar sentimentos de desproteção e vulnerabilidade na família. Conforme analisa Rafaela Schiavo, os pais sentem qualquer ataque ao filho como uma agressão direta a si mesmos. Essa reação desperta um instinto natural de proteção, gerando medo e insegurança. O fenômeno é ainda mais frequente em famílias de pessoas negras, que lidam com a discriminação da sociedade, ou em gestações de bebês com alguma deficiência.

“Se o estresse e a insegurança começarem a tomar proporções muito grandes, afetando a qualidade de vida, é o momento de refletir sobre isso”, pontua a psicóloga.

Por fim, a especialista destaca a importância do acompanhamento psicológico especializado no período perinatal. Estabelecer limites claros ao não exibir o rosto da criança é um passo acertado para diminuir o estresse. Contudo, se a frustração e a mágoa persistirem, o suporte de um profissional da saúde mental perinatal ajuda o casal a atravessar a gestação e o pós-parto com mais orgulho e tranquilidade.

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