Tarcísio e Haddad trocam críticas sobre educação, segurança e cracolândia em primeiro debate na TV

O primeiro debate entre candidatos ao Governo de São Paulo começou neste domingo (9) com críticas mútuas do ex-ministro Fernando Haddad (PT) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre educação e cracolândia.
Logo na primeira pergunta, feita pelo apresentador, o petista afirmou que o estado caiu em posições na qualidade do ensino médio, tendo sido ultrapassado por entes com menos recursos. Também criticou a substituição de livro didático e professor motivado por aulas de slide e plataformas digitais.
Tarcísio, por sua vez, rebateu e emendou questionamento sobre se o ex-prefeito de São Paulo se comprometeria a dar continuidade ao trabalho atual sobre a cracolândia, destancando o êxito da atual gestão.
Adiante, Haddad disse que o governador deveria agradecer o governo Lula por ações em São Paulo. O petista disse que o adversário “está faltando com a verdade” ao não aderir a um programa de renegociação da dívida do governo federal.
Tarcísio rebateu afirmando: “Me impressiona o nível de mentira”.
Também disse que o governo federal trava financiamentos ao estado.
Sobre cracolândia, Tarcísio afirmou que a combinação de políticas públicas levou a uma vitória. Ao cobrar Haddad, perguntou se ele manteria a rede de assistência e as ações de combate ao tráfico no centro e por que seu programa quando estava na prefeitura não deu certo.
O candidato do PT respondeu dizendo que o programa reduziu o consumo de crack entre parte dos atendidos e afirmou que o combate ao tráfico cabe à polícia, enquanto a prefeitura deve cuidar dos usuários. Em seguida, acusou a gestão Tarcísio de não conter o avanço de crimes contra mulheres e de crimes raciais.
Os dois candidatos estão com as chapas completas presentes, incluindo os vices e os dois candidatos ao Senado. Do lado de Tarcísio, estão Felicio Ramuth (MDB), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). No grupo de Haddad, Márcio França (PSB), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede Sustentabilidade).
Outro presente é o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aliado do atual governador.
Haddad e Tarcísio já haviam disputado o cargo em 2022, com a diferença que, neste ano, são os únicos participantes do debate, em uma espécie de segundo turno antecipado e uma amostra da eleição que se desenha.
Na pesquisa Datafolha de julho, o atual governador aparece na liderança isolada, com 46% das intenções, contra 30% do petista. Outros nomes testados têm 5% ou 4%. Assim, há chances de que a disputa estadual termine em primeiro turno.
Folha de São Paulo



