Tarcísio ‘joga parado’ ao ver Eduardo condenado pelo STF e deve conter apoio a André do Prado

Candidato à reeleição e sem querer se ferir com os respingos das polêmicas da família Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotará em relação à candidatura de André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo a mesma postura tida em quanto à empreitada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência: a de “jogar parado” e não se envolver ativamente na campanha, conduzindo seus atos de apoio de forma estratégica.
É que a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF sob acusação de tentar interferir no caso da trama golpista deixa Tarcísio em uma saia justa com o Tribunal, onde trafega com bom relacionamento. Eduardo é suplente de Do Prado, mesmo fora do Brasil, e não pretende desistir de compor a chapa.
Tarcísio, portanto, passará a evitar uma vinculação de apoio mais explícito à candidatura que, invariavelmente, será alvo de ataques dos adversários com base na retórica de que “Eduardo jogou contra os interesses do Brasil e ministros do Supremo”.
O filho 03 de Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a uma pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semi-aberto. Mesmo assim, já reiterou à legenda bolsonarista que quer compor a chapa encabeçada por Do Prado à Casa Alta.
Durante o julgamento no STF, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou o papel de Eduardo para que sanções ao Brasil e a membros da Suprema Corte fossem aplicadas pelo governo dos Estados Unidos como forma de pressão para que Jair Bolsonaro não fosse condenado.
“A ligação era clara. Foram aplicadas sanções ao Brasil, e as declarações do réu, dizendo que isso seria um efeito colateral. O que importava era a luta que estavam fazendo, mesmo que milhões de brasileiros fossem prejudicados pelas tarifas e outras sanções”, afirmou.
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