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Tentativa de golpe alerta para cobranças ilegais em hospitais públicos de Goiás

Famílias de pacientes internados em hospitais públicos de Goiás estão virando alvo de estelionatários que exigem dinheiro para a realização de procedimentos médicos. O alerta foi emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e por unidades como o HGG e o Hecad, após o registro de tentativas de fraude nas últimas semanas. As autoridades reforçam que todos os atendimentos da rede estadual são 100% gratuitos pelo SUS. A Polícia Civil já foi acionada para investigar os golpes.

No Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), em Goiânia, a direção confirmou o registro de pelo menos três abordagens criminosas contra parentes de pacientes. Os golpistas usam ligações telefônicas e mensagens por aplicativos para solicitar depósitos, transferências e pagamentos via PIX sob a falsa justificativa de liberar cirurgias, exames ou medicamentos de urgência.

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No Hecad

Na quinta-feira (23), a própria Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) emitiu um alerta institucional reforçando a mesma preocupação no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad). A pasta reiterou que o esquema de cobrança indevida afeta a rede pública de forma geral e lembrou que nenhum hospital sob sua gestão solicita dados financeiros ou pagamentos por qualquer serviço prestado.

A assessoria jurídica do HGG formalizou a denúncia junto à Polícia Civil de Goiás, que abriu apuração para identificar os responsáveis pelo vazamento de dados e pelas tentativas de extorsão. Paralelamente, as equipes de assistência social e recepção dos hospitais foram instruídas a intensificar os avisos verbais e a entrega de panfletos informativos aos acompanhantes no momento da internação.

Orientações à população

A Secretaria de Estado da Saúde destaca que a rede estadual opera de forma integral pelo SUS e não faz cobranças em nenhuma hipótese. Caso algum familiar receba pedidos de dinheiro em nome de qualquer hospital público, a orientação é interromper o contato imediatamente, não realizar transferências financeiras e comunicar a equipe da unidade.

O órgão também recomenda guardar prints de conversas, números de telefone e chaves PIX fornecidas pelos suspeitos para registrar o boletim de ocorrência na Polícia Civil, auxiliando no trabalho de identificação dos criminosos.

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