Valdemar Costa Neto a VEJA: ‘Isso não é uma eleição, é uma guerra’

A poucos dias da convenção partidária que formalizará o nome do senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República, o presidente do PL Valdemar Costa Neto disse a VEJA nesta sexta-feira, 17, que a disputa contra o presidente Lula e a perspectiva de acirramento das duas campanhas o levam a um diagnóstico inevitável: “isso não é uma eleição, isso é uma guerra”. O cacique ainda sugeriu que entre a artilharia a ser usada pelo espectro da direita estão as investigações do escândalo de desvios bilionários de aposentados e pensionistas do INSS, cujos primeiros indiciamentos ocorreram nos últimos dias. O episódio é particularmente sensível para o governo Lula por haver menções entre os investigados a Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do petista. As declarações de Costa Neto foram dadas ao programa Três Poderes, de VEJA+.
Na manhã desta sexta, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, tido como algoz do bolsonarismo, determinou que o Zero Um preste depoimento em um inquérito aberto depois de ter acusado Lula de relação com o tráfico internacional de drogas e de ser um alvo certo de uma pretensa delação premiada do ex-autocrata da Venezuela Nicolás Maduro. Em janeiro passado, Flávio fez uma postagem no X em que escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”. O caso levou a Polícia Federal a abrir investigação contra o principal presidenciável do espectro da direita, que, por ordem de Moraes, terá de prestar depoimento no próximo dia 28. Na decisão, o magistrado criticou a defesa do senador, que postergava a oitiva sem aparente motivo aceitável.
“Isso é só o começo. Isso não vai parar. Daqui para a frente, após as convenções, você vai ver o que vai acontecer. Vai cair o mundo de todo lado, vai ser uma guerra. Isso não é uma eleição, isso é uma guerra”, disse Costa Neto ao Três Poderes. “Não tem jeito. Vai ser acusação daqui, acusação de lá. Eles têm um mundo de coisas para apresentar do INSS, por exemplo, do pessoal que foi assaltado no INSS”, relatou.
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